- O Irã atacou Dubai e instalações portuárias, elevando o petróleo Brent para acima de US$ 100 e com alta de cerca de 5%, impactando cerca de 7,5% da oferta global.
- Goldman Sachs adiou a previsão de novo corte de juros para setembro; contratos futuros indicam apenas um corte de 0,25 ponto percentual até dezembro.
- O cenário de conflito prolongado aumenta o risco de inflação alta e estagflação, com o petróleo mantendo tendência de valorização.
- O governo dos EUA abriu duas novas investigações comerciais sobre excesso de capacidade industrial com 16 parceiros e sobre trabalho forçado, como parte das tarifas.
- No pré-mercado, índices dos EUA caem em torno de 0,4%; no Brasil, IPCA de fevereiro é projetado em 0,65% (12 meses, 3,77%).
O Irã atacou alvos em Dubai e instalações portuárias na madrugada, elevando a tensão no Golfo Pérsico. O ataque ocorreu em meio a temores de uma escalada que possa fechar o Estreito de Ormuz.
O Brent voltou a superar US$ 100 por barril, com alta de cerca de 5%, enquanto o preço atual fica próximo de US$ 96. A Agência Internacional de Energia aponta que o conflito afeta cerca de 7,5% da oferta global.
Como reação inicial, o mercado financeiro viu o Goldman Sachs adiar a previsão de corte de juros para setembro, em vez de junho, como antes. O cenário afeta expectativas de política monetária.
Os contratos futuros de juros norte-americanos sinalizam agora apenas um corte de 0,25 ponto percentual até dezembro, abaixo do que era esperado antes do conflito.
Perspectivas de mercado
Um conflito mais longo pode intensificar danos à economia e manter custos de energia elevados. Sem sinais claros de redução das hostilidades, a volatilidade dos ativos tende a permanecer alta.
O prolongamento das dificuldades de exportação pelo Irã pode pressionar vizinhos exportadores e influenciar mercados consumidores. Analistas destacam maior pressão para soluções diplomáticas na região.
Em meio ao contexto, o governo americano abriu novas investigações comerciais sobre excesso de capacidade industrial com parceiros estratégicos e sobre trabalho forçado. As medidas integram a reestruturação de tarifas após decisão judicial.
Perspectivas locais e fluxos
Nos EUA, ações operam em baixa no pré-mercado, com quedas de cerca de 0,4% nos principais índices. No Brasil, a atenção fica com o IPCA de fevereiro, que pode acelerar para 0,65% mensal.
A expectativa indica desaceleração da inflação anual para 3,77% em fevereiro, ante 4,44% nos 12 meses até janeiro. Esses números influenciam projeções de política econômica doméstica.
Indicadores
BRASIL
Inflação IPCA (Fev) — esperado: 0,65%; anterior: 0,33%
Inflação IPCA (12m) — esperado: 3,77%; anterior: 4,44%
ESTADOS UNIDOS
Pedidos iniciais de seguro-desemprego — esperado: 214 mil; anterior: 213 mil
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