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Gana levará resolução à ONU sobre reparação por escravidão

Gana levará à ONU resolução que reconhece a escravidão transatlântica como gravíssimo crime e pede reparações, com amplo apoio esperado, apesar da resistência europeia

Ghana's President John Dramani Mahama addresses the 80th United Nations General Assembly (UNGA), at the U.N. headquarters in New York, U.S., September 25, 2025. REUTERS/Jeenah Moon/File Photo
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  • Gana planeja apresentar uma resolução na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas reconhecendo o tráfico transatlântico de escravos como o “crime mais grave da história da humanidade” e pedindo reparações.
  • O país espera amplo apoio entre os Estados-membros, mesmo com resistência na Europa.
  • O texto propõe reconhecer a gravidade do comércio de escravos, considerar sua escala, duração, legalização e consequências duradouras.
  • A iniciativa faz parte de um esforço africano para responsabilizar poderes coloniais históricos e buscar reparações por meio de compensação financeira, pedidos de desculpas formais e reformulações políticas.
  • A União Africana já sinalizou apoio a uma visão unificada sobre reparações, com ações de outros blocos regionais também apontando para respaldo a propostas.

Ghana pretende apresentar uma resolução à Assembleia Geral da ONU reconhecendo a escravidão transatlântica como o mais grave crime já cometido pela humanidade e pedindo reparações. O governo ghanoense aponta apoio amplo, apesar de resistência na Europa.

O texto proposto reconhece o tráfico de pessoas como crime de maior escala, duração, legalização e consequências duradouras. A expectativa é obter acordo entre vários Estados membros, segundo o Ministério das Relações Exteriores de Ghana.

A iniciativa ocorre em meio a críticas sobre responsabilidade de Estados e instituições atuais por injustiças históricas. O ministério afirmou que não se busca reabrir feridas, mas tratá-las com a verdade.

Apoio regional e internacional

Nações africanas e caribenhas têm pressionado por tribunais de reparações sob a ONU, com apoio de propostas de reparações que vão de compensação financeira a pedidos de desculpas formais.

A União Africana já sinalizou uma visão unificada sobre reparações, aprovando a ideia durante um cime de líderes, indicando alinhamento entre seus 55 membros.

Caribe e outras nações também trabalham em planos próprios de reparação, fortalecendo a perspectiva de apoio mútuo em foros internacionais, segundo fontes associadas ao tema.

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