- A Índia negocia com o Irã a passagem segura de mais de 20 navios-tanque pelo Estreito de Ormuz, segundo fontes familiarizadas com o assunto.
- As negociações, conduzidas pelo Ministério das Relações Exteriores, são confidenciais e ainda estão em andamento.
- O Estreito de Ormuz está quase fechado desde o início da guerra no Golfo Pérsico, e o tráfego reduziu drasticamente.
- Dos navios, dez transportam GLP contratado por refinarias indianas; cinco carregam petróleo bruto, entre outras cargas.
- O interesse da Índia se dá pela dependência do Oriente Médio para metade de seu petróleo, dois terços de seu GNL e quase todas as importações de GLP.
A Índia está em negociações com o Irã para garantir a passagem segura de mais de 20 navios-tanque pelo Estreito de Ormuz, segundo pessoas familiarizadas com o tema e que falaram à Bloomberg News. As conversas são conduzidas pelo Ministério das Relações Exteriores e ainda estão em andamento.
Os navios-tanque carregam petróleo bruto, GLP e GNL e permanecem parados desde o início da escalada do conflito no Golfo Pérsico, que fechou quase por completo a passagem pela via estreita. A negociação visa evitar interrupções adicionais no abastecimento global.
O estreito é uma rota vital para o fluxo de energia, já que um quinto do petróleo cru mundial transita por ali. A Índia depende do Oriente Médio para quase metade de seu petróleo, dois terços de seu GNL e praticamente todo o GLP importado.
Desbloquear a passagem pode aliviar a escassez de suprimentos, especialmente para refinarias indianas, como Indian Oil Corp. e Hindustan Petroleum, que contratam GLP para uso nacional. Navios negociados transportam tanto GLP quanto petróleo bruto.
As informações indicam que o grupo indiano também buscou manter contato com autoridades iranianas após relatos de passagens ocorridas e negadas por fontes do Irã. A situação no estreito segue com tráfego reduzido e sinais AIS intermitentes, comuns em áreas de alto risco.
Analistas apontam que, mesmo com avanços, a situação no Estreito de Ormuz continua instável, e o retorno de rotas regulares dependerá de desdobramentos políticos e de segurança na região. Dados de rastreamento indicam chegadas a portos indianos nos dias 6 e 9 de março, com movimentos recentes observados apenas após saída do Golfo.
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