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Novo Líder Supremo do Irã promete manter bloqueio do Estreito de Hormuz

Khamenei promete manter o bloqueio do Estreito de Ormuz como instrumento de pressão, com ataques e avisos a bases dos Estados Unidos

Smoke rises from a Thai-flagged bulk carrier near the Strait of Hormuz.
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  • O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, disse que o país não deixará de vingar os mártires e continuará a bloquear o Estreito de Hormuz para pressionar o inimigo.
  • Teerã afirmou que bases americanas no Oriente Médio devem fechar imediatamente, sob pena de serem atacadas.
  • Atividades de ataque a navios comerciais aumentaram, com ações no Golfo Pérsico e em um porto do Iraque, atribuídas ao Irã.
  • Os EUA e Israel mantêm operações militares na região; o Comando Central dos EUA afirma ter atingido cerca de seis mil alvos iranianos desde o início do conflito.
  • No mercado global, a Agência Internacional de Energia concordou em liberar 400 milhões de barris de reservas estratégicas; qualquer crise pode elevar o preço do petróleo, que os países europeus dizem não ter preocupações imediatas.

Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã, fez nesta quinta-feira sua primeira declaração pública desde a morte do pai. Em tom firme, afirmou que o Irã não abrirá mão de vingar os que morreram e buscará compensação ou destruíção de ativos. Ele também reiterou que continuará a bloquear o Estreito de Hormuz como ferramenta de pressão.

O Irã intensificou ataques a navios comerciais e a infraestrutura no Golfo nos últimos dias. Um ataque suspeito mirou dois petroleiros no Irã, minutos após três navios serem atingidos no Golfo. A Guarda Revolucionária disse ter responsabilidade por parte do ataque a um cargueiro tailandês.

Paralelamente, Doha e Riade relataram interceptações de alvos vindos de fora. O Ministério da Defesa do Catar afirmou ter repelido ataques com mísseis e drones, enquanto a Arábia Saudita disse ter interceptado dois drones perto de seu campo de petróleo Shaybah. Essas ações ocorrem em meio a uma escalada regional.

Conflitos no território ampliaram incertezas sobre o suprimento global de petróleo. A IEA aprovou a liberação de 400 milhões de barris de reservas estratégicas para atenuar custos. Um funcionário militar iraniano alertou que o preço do barril pode chegar a US$ 200.

Enquanto o Irã intensifica as ações, Estados Unidos e Israel mantêm operações militares. O Comando Central dos EUA afirmou ter acertado milhares de alvos iranianos desde o início do conflito, incluindo navios e minas. Em resposta, ataques também atingiram supostos alvos do Hezbollah no Líbano.

No front econômico, a União Europeia negou preocupações imediatas com o fornecimento de petróleo. O tema de tarifas voltou a surgir nos Estados Unidos, com o governo avaliando ações contra suposta sobrecapacidade de mercados globais. O debate envolve questões de comércio e energia.

Contexto internacional

O governo russo acusou o Reino Unido de fornecer mísseis Storm Shadow a Kyiv, usados em um ataque na cidade de Bryansk. Moscou afirma que Londres incentiva operações visando sabotar negociações de paz, enquanto Kyiv nega atingir civis de forma indiscriminada.

Cenário energético e político

O custo da guerra no Oriente Médio foi estimado em mais de US$ 11,3 bilhões nas primeiras semanas, segundo autoridades militares. A situação envolve várias frentes de combate, diplomacia internacional e volatilidade nos mercados de energia.

Observação final

A evolução dos acontecimentos continua a depender de ações militares, negociações e decisões de blocos como EUA, UE e aliados regionais. As informações oficiais refletem mudanças rápidas no cenário geopolítico.

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