- O governo brasileiro revogou o visto do assessor do Departamento de Estado dos EUA, Darren Beattie, nesta sexta-feira, 13.
- Beattie havia sido nomeado por Donald Trump no mês passado para supervisionar a política dos EUA em relação ao Brasil; o acesso ao país foi cancelado um dia após o ministro do STF Alexandre de Moraes vetar a visita dele ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Penitenciária da Papuda.
- O episódio repercutiu na imprensa internacional, com Reuters, Washington Post e Bloomberg tratando como novo capítulo de tensão entre Brasília e Washington.
- A Reuters destacou que a própria nomeação de Beattie, descrita como crítica ao governo brasileiro, já indicava relações delicadas, e afirmou que Moraes baseou decisão em documento do chanceler Mauro Vieira, segundo o qual Beattie participaria de apenas um fórum de minerais críticos, sem mencionar a visita a Bolsonaro.
- O Washington Post enquadrou o caso como retaliação mútua e mencionou o silêncio da Casa Branca; a Bloomberg situou o episódio no histórico de atritos recentes, lembrando que Moraes tinha inicialmente aprovado o encontro com Bolsonaro antes de retroceder.
A decisão do governo brasileiro de revogar o visto do assessor do Departamento de Estado dos EUA, Darren Beattie, ocorreu nesta sexta-feira, 13, em Brasília. O gesto foi visto como resposta a medidas anteriores e elevou a tensão entre Brasil e EUA. Beattie havia chegado ao Brasil no mês passado para supervisionar a política americana em relação ao país.
O Ministério das Relações Exteriores afirmou que o assessor foi autorizado a participar de um fórum sobre minerais críticos e a manter encontros com autoridades, sem mencionar a intenção de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão de Moraes partiu de um documento do chanceler Mauro Vieira.
Beattie teve o visto cancelado um dia após o ministro do STF Alexandre de Moraes vetar sua visita a Bolsonaro na Penitenciária da Papuda, em Brasília. O episódio integra uma sequência de atritos bilaterais que teve início em agosto de 2025.
Desdobramentos diplomáticos
A Reuters destacou que a nomeação de Beattie, descrito como crítico do governo brasileiro, já indicava relações delicadas entre Washington e Brasília, mesmo com sinais de reaproximação. A agência ressaltou que o episódio sinaliza uma conjuntura tensa entre as partes.
O Washington Post interpretou o caso como retaliação mútua, lembrando o silêncio da Casa Branca sobre os desdobramentos e situando o episódio no contexto da corrida presidencial brasileira. A publicação associou o movimento à disputa entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro.
A Bloomberg, por sua vez, trouxe o histórico recente da relação, mencionando pressões de Washington sobre o STF e tarifas contra o Brasil no segundo semestre de 2025, revertidas apenas após esforços de aproximação. A agência frisou a posição de Moraes de que a visita poderia configurar interferência interna.
Contexto e antecedentes
Moraes havia autorizado inicialmente o encontro entre Beattie e Bolsonaro, mas recuou posteriormente. O chanceler Mauro Vieira ressaltou o risco de que a visita configurasse uma intromissão nos assuntos internos, especialmente em ano eleitoral. A decisão faz parte de um ciclo de tensão que envolve políticas comerciais e judiciais entre os dois países.
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