- A administração dos Estados Unidos propôs ao Brasil um plano para enfrentar facções criminosas transnacionais, como o PCC e o Comando Vermelho.
- Entre as demandas está a ideia de que o Brasil receba criminosos estrangeiros em seus presídios, prática semelhante à adotada com El Salvador no ano passado.
- As propostas foram divulgadas pelo jornal Folha de S. Paulo e fazem parte de tratativas que podem ser discutidas em encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.
- Os EUA teriam pedido o compartilhamento de informações pessoais, incluindo dados biométricos, de estrangeiros que buscam refúgio no Brasil.
- O contexto envolve a avaliação de classificar PCC e CV como organizações terroristas estrangeiras; o Itamaraty e o governo americano discutem o tema, ainda sem confirmação pública até o momento.
O governo dos Estados Unidos apresentou ao Brasil uma série de propostas voltadas ao combate ao crime organizado transnacional. Entre as exigências estão a apresentação de um plano para erradicar facções como PCC e CV e a ideia de o Brasil receber criminosos estrangeiros em seus presídios, em modelo semelhante ao adotado com El Salvador no ano passado. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (13).
A divulgação ocorre no contexto de tratativas entre os dois governos que podem ser discutidas em uma eventual reunião entre o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente dos EUA, Donald Trump. Não houve confirmação de agenda oficial até o momento.
Segundo um alto funcionário do governo americano, os EUA também cobram do Brasil o compartilhamento de informações pessoais, incluindo dados biométricos, de estrangeiros que buscam refúgio no território brasileiro. O objetivo seria ampliar o monitoramento de possíveis criminosos.
As novidades surgem enquanto os EUA avaliam classificar facções brasileiras como PCC e CV como organizações terroristas estrangeiras, medida vista como forma de ampliar cooperação regional. A possibilidade foi discutida em telefonema entre o ministro Mauro Vieira e o secretário de Estado americano Marco Rubio no dia 8.
O Itamaraty informou ter sido acionado para detalhar as propostas, assim como autoridades americanas, que buscam esclarecimentos. Até a publicação, não havia retorno oficial sobre o andamento dessas tratativas. A situação segue em avaliação entre as equipes diplomáticas.
Contexto e próximos passos
- A discussão sobre a classificação de facções como terroristas pode influenciar critérios de cooperação e extradição.
- O Brasil afirmou preocupação com impactos institucionais e legais de eventuais mudanças, solicitando informações adicionais.
- O governo brasileiro não confirmou agenda, nem datas para encontros entre Lula e Trump.
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