- A União Europeia rejeita a decisão dos EUA de levantar parcialmente as sanções ao petróleo russo, considerando a medida “muito preocupante” e um erro.
- O presidente do Conselho Europeu, António Costa, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, destacaram que a medida não resolve o problema de abastecimento, apenas pressiona os preços.
- A UE teme que qualquer flexibilização aumente os recursos de Moscou, já que o Kremlin teria conquistado cerca de 150 milhões de dólares adicionais com as vendas de petróleo desde o início do conflito no Oriente Médio.
- Discrepâncias dentro da UE persistem, com Hungria e Eslováquia resistindo a avanços no novo pacote de sanções, enquanto França também critica qualquer suavização.
- Mesmo após o G-7 reafirmar unidade, autoridades dos EUA teriam recuado em 48 horas, gerando questionamentos sobre motivação e impacto na paz.
A União Europeia rejeita a decisão dos Estados Unidos de suspender parcialmente as sanções ao petróleo russo. O perception da UE é de que isso aumenta recursos de Moscou, alimentando a guerra na Ucrânia. Washington afirma que a medida busca aliviar os preços de combustíveis fósseis.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, classificou a decisão como “muito preocupante” e afirmou que é um erro insistir em facilitar o acesso aos hidrocarbonetos russos. O chanceler alemão, Friedrich Merz, também criticou a medida durante uma coletiva na Noruega, junto ao primeiro-ministro local, Jonas Gahr Store.
A UE aponta que, desde o início do conflito no Oriente Médio, Moscou tem lucrado com as vendas de petróleo, o que, segundo Bruxelas, reforça a lógica de manter as sanções para reduzir as receitas do Kremlin. A chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, já havia avisado que não seria o momento de afrouxar restrições.
Paula Pinho, porta-voz da Comissão, disse que Moscou pode ter auferido cerca de 131 milhões de euros a mais com o petróleo desde o começo do conflito. O objetivo das sanções, segundo a UE, é fechar fontes de renda que sustentam a máquina de guerra russa.
Reações e panorama na UE
O bloco tem negociado o vigésimo pacote de sanções contra a Rússia. Hungria e Eslováquia discordam mais fortemente, o que atrasa a aprovação. Viktor Orbán e Robert Fico costumam manter posições mais alinhadas a Moscou, dificultando acordos unânimes.
O presidente do Conselho Europeu reforçou que o afrouxamento das sanções aumenta recursos para a guerra. A UE mantém como meta pressionar economicamente Moscou para buscar uma paz negociada, justa e duradoura.
Após o G-7, líderes dos países ocidentais reafirmaram unidade na manutenção das sanções. Ainda assim, a decisão dos EUA de elevar o petróleo russo à superfície, armazenado em navios, gerou críticas em Washington e entre aliados europeus.
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