- O Plano Quinquenal Nacional da China para 2026–2030 coloca a inteligência artificial como tema central, citada ao longo de quarenta e duas páginas do documento.
- O objetivo “AI Plus” prevê IA em setenta por cento das empresas dos setores econômicos-chave até 2027 e em noventa por cento até 2030.
- O presidente da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma informou que o setor de IA pode superar dez trilhões de yuans em 2030.
- O PQN reforça a meta de ocupar posição dominante na aplicação industrial da IA e ampliar recursos para ciência e tecnologia em 2026.
- As prioridades incluem IA na educação e na saúde, com uso em ensino, diagnóstico, medicina de precisão e gestão da saúde, além de aplicação em monitoramento de mercado, segurança, meio ambiente e desastres.
- O plano também prevê um mecanismo ágil de pesquisa e resposta aos impactos da IA no emprego, com rede de realocação e capacitação para trabalhadores afetados.
Na China, o novo Plano Quinenal Nacional 2026-2030 coloca a inteligência artificial (IA) como tema central. O PQN dedica menção repetida à IA ao longo de 141 páginas, sinalizando prioridade estratégica do governo chinês.
O documento consolida objetivos de longo prazo já em movimento e descreve diretrizes para ampliar o uso de IA na economia, educação e serviços públicos. A meta é ampliar a presença de IA em setores-chave do país nas próximas temporadas.
A agenda foi apresentada no contexto da iniciativa AI Plus, que visa inserir terminais inteligentes e agentes de IA em 70% das empresas dos setores econômicos até 2027, com avanço para 90% até 2030. O valor esperado do setor é superior a 10 trilhões de yuans em 2030, segundo o chefe da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma.
Foco na educação e na saúde
O PQN reforça a aplicação de IA no ensino, com modelos educativos e docentes de IA como prioridades. A educação passa a incorporar IA como ferramenta central em disciplinas de ensino superior.
Também aponta a aceleração da aplicação de tecnologias digitais na saúde, com diagnóstico e tratamento assistidos por IA, medicina de precisão, gestão da saúde e serviços de seguro. A ideia é ampliar benefícios para pacientes e gestores.
Entre outros usos listados constam supervisão de mercado, fiscalização de produção, prevenção de desastres, gestão de segurança pública, cibersegurança e proteção ambiental.
Combate ao desemprego
A China reconhece impactos da IA sobre o emprego, incluindo automação em fábricas. O PQN não detalha procedimentos, mas prevê um mecanismo ágil de pesquisa e resposta aos efeitos no trabalho.
O texto também cita uma rede de realocação e capacitação para trabalhadores que percam postos, visando manter a estabilidade no emprego diante da transformação tecnológica.
De acordo com autoridades do governo, o objetivo é enfrentar de forma abrangente as mudanças no ambiente externo e o avanço de novas tecnologias, como a IA, nos mercados de trabalho.
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