- Trump afirmou à NBC News que as condições ainda não são suficientemente boas para um acordo com o Irã, mesmo o país querendo negociar; ele diz que os EUA seguirão com a ofensiva.
- O presidente citou a possibilidade de bombardear novamente Kharg, principal centro de exportação de petróleo do Irã, enquanto o Pentágono afirma ter atingido mais de 15 mil alvos no país.
- Israel lançou nova onda de ataques contra alvos no Irã; o Irã afirmou ter feito ataques com drones contra Israel.
- Trump propôs uma operação naval internacional para escoltar petroleiros pelo estreito de Ormuz, mas vários países ainda não deram confirmação de apoio.
- O Irã registra mais de 1.200 mortos e até 3,2 milhões de deslocados; Mojtaba Khamenei prometeu manter Ormuz fechado, e o ministro Araghchi disse não haver problema com o novo líder.
Donald Trump disse que as condições para um acordo com o Irã ainda não são consideradas suficientes para encerrar a guerra, enquanto Israel ampliou ataques contra a república islâmica. A declaração foi dada em entrevista à NBC News, com Teerã segundo ele disposto a negociar, mas Washington mantendo a ofensiva.
Trump afirmou que o Irã deseja negociação, mas ele não quer fechar um acordo ainda. O presidente americano acrescentou que poderia bombardear novamente o principal centro de exportação de petróleo iraniano, na ilha de Kharg, apenas por diversão. O Pentágono informou que mais de 15 mil alvos foram atingidos no Irã.
As tensões se intensificaram após mais de duas semanas de confrontos entre EUA e Israel contra o Irã, com baixas relatadas e impactos econômicos. Trump indicou que as forças americanas vão ampliar ataques na costa iraniana, ao norte do Estreito de Ormuz, para facilitar a retomada do transporte de petróleo.
Novos ataques e vigilância
O aiatolá Mojtaba Khamenei prometeu manter Ormuz fechado por escrito, mas Trump questionou a liderança do Irã, sugerindo incerteza sobre quem comanda o país. O chanceler iraniano Abbas Araghchi disse que não há problema com o novo líder, que parece ter ficado ferido nos primeiros dias do conflito.
O ministro de Relações Exteriores do Irã pediu que países evitem ações que ampliem a guerra, em conversa com o chanceler francês Jean-Noël Barrot. Israel divulgou uma nova rodada de ataques contra alvos no oeste do Irã, após críticas da Guarda Revolucionária sobre Benjamin Netanyahu.
Cenário no Irã e reações regionais
O Exército iraniano informou ter lançado drones contra unidades policiais e centos de comunicações em Israel. A guerra teve início em 28 de fevereiro, com ataques de EUA e Israel que resultaram na morte de líderes regionais. No Irã, alguns setores da vida cotidiana voltaram a operar parcialmente, com comércio reaberto em parte da capital.
No Bazar de Tayrish, lojas reabriram parcialmente cinco dias antes do Ano-Novo Persa, com clientes circulando e caixas eletrônicos operando. Mesmo com a tensão, o fluxo de pessoas indicou uma normalização parcial em alguns direitos de circulação.
Blindagem naval e deslocamentos
Trump propôs uma operação naval internacional para escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz, a fim de reduzir o preço do petróleo e manter o abastecimento. O governo britânico declarou estar avaliando a ideia, enquanto Coreia do Sul e Japão não se posicionaram de forma clara.
Internacionalmente, o Irã pediu cooperação entre nações para evitar agravamento do conflito. Bahrein e Arábia Saudita afirmaram ter interceptado mísseis, e Dubai reportou novas interceptações pela defesa aérea.
Desdobramentos humanitários e estatísticas não verificadas
Ao menos 1.200 pessoas teriam morrido em ações entre EUA e Israel, segundo o Ministério da Saúde do Irã, sem verificação independente. A ONU estima que até 3,2 milhões de pessoas foram deslocadas no país desde o início do conflito.
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