Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Assessor de Trump diz que ‘terror premium’ iraniano elevou o petróleo por décadas

Assessoria de comércio dos EUA afirma que o risco iraniano elevou o petróleo por décadas; reduzir esse risco pode levar o barril a equilíbrio, possivelmente abaixo de $60

White House trade advisor Peter Navarro speaks in front of TV camera at White House in Washington, D.C., U.S., July 7, 2025. REUTERS/Kevin Lamarque/File Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • Um assessor da Casa Branca afirma que o chamado “premium de terror” ligado à tensão com o Irã elevou o preço do petróleo entre cinco e quinze dólares por barril, devido ao risco no estreito de Hormuz.
  • O relatório de treze páginas, assinado por Peter Navarro, sustenta que reduzir esse risco poderia tornar o petróleo bem mais barato e próximo de níveis de equilíbrio.
  • Especialistas de energia questionam a existência de evidência verificável desse prêmio e apontam que os custos de ações militares também devem ser considerados.
  • Conflitos anteriores entre Estados Unidos, Israel e Irã já abalaram o mercado, elevando preços e o custo da gasolina nos EUA.
  • O estudo projeta impactos econômicos históricos, com riscos ligados ao Irã elevando preços entre sete e vinte e um por cento acima dos fundamentos, gerando perdas globais de 0,1% a 0,4% ao ano e potencialmente mais de US$ 10 trilhões em vinte e cinco anos; diz ainda que, sem esses riscos, os preços poderiam recuar para abaixo de US$ 60 por barril.

O assessor do governo americano, Peter Navarro, afirma que neutralizar o Irã poderia reduzir o preço do petróleo cru. A declaração integra um relatório de 13 páginas, com conclusão a ser apresentada nesta segunda-feira em Palm Beach, Flórida. O texto sustenta que riscos geopolíticos elevam os preços desde décadas.

Navarro aponta que a “premium de terrorismo” adiciona de US$ 5 a US$ 15 por barril, valor aplicado pela percepção de ataques ou interrupções na rota de trânsito de petróleo pelo Estreito de Hormuz. A Reuters teve acesso a uma versão preliminar do relatório.

A avaliação esbarra em ceticismo de especialistas. Ed Hirs, economista de energia na Universidade de Houston, não analisou o relatório, mas questiona a existência de evidências verificáveis dessa premium, destacando custos associados a ações militares.

O documento associa riscos iranianos a impactos amplos no mercados globais, citando impactos potenciais na produção e no custo de energia para consumidores. Também sustenta que reduzir a capacidade de ameaça de Teerã poderia reverter parte do prêmio geopolítico embutido nos preços.

Estudos atribuídos ao Irã, segundo o relatório, teriam elevação de 7% a 21% nos preços acima dos fundamentos, com queda de 0,1% a 0,4% na produção mundial por ano. O impacto acumulado em 25 anos seria superior a US$ 10 trilhões, diz o material.

Hirs questiona a premissa de queda dos preços abaixo de US$ 60 o barril se os riscos desaparecerem. Ele cita pesquisas do Fed que mostram ponto de equilíbrio próximo a US$ 70 por barril para o petróleo norte-americano.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais