- Um assessor da Casa Branca afirma que o chamado “premium de terror” ligado à tensão com o Irã elevou o preço do petróleo entre cinco e quinze dólares por barril, devido ao risco no estreito de Hormuz.
- O relatório de treze páginas, assinado por Peter Navarro, sustenta que reduzir esse risco poderia tornar o petróleo bem mais barato e próximo de níveis de equilíbrio.
- Especialistas de energia questionam a existência de evidência verificável desse prêmio e apontam que os custos de ações militares também devem ser considerados.
- Conflitos anteriores entre Estados Unidos, Israel e Irã já abalaram o mercado, elevando preços e o custo da gasolina nos EUA.
- O estudo projeta impactos econômicos históricos, com riscos ligados ao Irã elevando preços entre sete e vinte e um por cento acima dos fundamentos, gerando perdas globais de 0,1% a 0,4% ao ano e potencialmente mais de US$ 10 trilhões em vinte e cinco anos; diz ainda que, sem esses riscos, os preços poderiam recuar para abaixo de US$ 60 por barril.
O assessor do governo americano, Peter Navarro, afirma que neutralizar o Irã poderia reduzir o preço do petróleo cru. A declaração integra um relatório de 13 páginas, com conclusão a ser apresentada nesta segunda-feira em Palm Beach, Flórida. O texto sustenta que riscos geopolíticos elevam os preços desde décadas.
Navarro aponta que a “premium de terrorismo” adiciona de US$ 5 a US$ 15 por barril, valor aplicado pela percepção de ataques ou interrupções na rota de trânsito de petróleo pelo Estreito de Hormuz. A Reuters teve acesso a uma versão preliminar do relatório.
A avaliação esbarra em ceticismo de especialistas. Ed Hirs, economista de energia na Universidade de Houston, não analisou o relatório, mas questiona a existência de evidências verificáveis dessa premium, destacando custos associados a ações militares.
O documento associa riscos iranianos a impactos amplos no mercados globais, citando impactos potenciais na produção e no custo de energia para consumidores. Também sustenta que reduzir a capacidade de ameaça de Teerã poderia reverter parte do prêmio geopolítico embutido nos preços.
Estudos atribuídos ao Irã, segundo o relatório, teriam elevação de 7% a 21% nos preços acima dos fundamentos, com queda de 0,1% a 0,4% na produção mundial por ano. O impacto acumulado em 25 anos seria superior a US$ 10 trilhões, diz o material.
Hirs questiona a premissa de queda dos preços abaixo de US$ 60 o barril se os riscos desaparecerem. Ele cita pesquisas do Fed que mostram ponto de equilíbrio próximo a US$ 70 por barril para o petróleo norte-americano.
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