- Autoridades dos EUA indicam que a cúpula entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, prevista para 31 de março a 2 de abril, pode ser adiata por causa da guerra no Irã.
- A Casa Branca afirmou que é muito possível o adiamento, mas não vê a reunião em risco; depende do momento oportuno.
- Trump disse que a China deveria ajudar a forçar o Irã a reabrir o trânsito pelo estreito de Hormuz, que costuma responder por cerca de 20% da produção mundial de petróleo.
- A China mantém laços estreitos com o Irã e é grande cliente do petróleo iraniano; o presidente disse que quer uma resposta de Pequim antes da cúpula.
- Técnicos e assessores, incluindo o secretário do Tesouro e um consultor, disseram que o encontro pode ser reagendado por motivos logísticos ou estratégicos, não apenas por pressões sobre Hormuz.
Os EUA indicaram na segunda-feira (16) que a cúpula entre o presidente Donald Trump e Xi Jinping, prevista para o fim de março, pode ser adiada por causa da guerra no Irã. A viagem seria aos Estados Unidos, a China, entre 31 de março e 2 de abril, conforme o governo americano.
A Casa Branca ainda não recebeu confirmação de Pequim sobre as datas. A secretária de imprensa, Karoline Leavitt, comentou à Fox News que a reunião é plausível de atraso, mas não está em risco; o momento oportuno pode decidir o retorno à agenda.
Trump incluiu a China em uma lista de países que deveriam pressionar o Irã a abrir o trânsito pelo estreito de Ormuz, passagem que sustenta cerca de 20% da produção global de petróleo. A China é cliente importante do petróleo iraniano.
Em entrevista publicada pelo Financial Times, Trump afirmou que a China também deveria ajudar, citando a necessidade de resposta antes da cúpula. Disse que a China depende do estreito para importar petróleo.
Nesta segunda, o secretário do Tesouro comentou que o encontro poderia ser adiado por motivos logísticos, não por pressão para Ormuz. A viagem poderia ser reagendada se necessário, segundo a avaliação administrativa.
Scott Bessent, em Paris, afirmou à CNBC que viagens presidenciais costumam ficar mais complexas durante conflitos. Disse que, se as reuniões forem adiadas, não é por exigir que a China patrule o estreito, e sim por logística.
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