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Felipe VI reconhece abusos e controvérsias na Conquista da América

O rei reconhece abusos na conquista e gestos de reconciliação marcam visita a exposição em Madrid, buscando fortalecer vínculos com o México

Felipe VI, durante la visita a la exposición 'La mitad del mundo. La mujer en el México indígena'.
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  • O rei Felipe seis reconheceu que houve muito abuso na colonização da América durante uma visita surpresa à exposição La mitad del mundo, em Madrid.
  • A mostra, com cerca de duas centenas e cinquenta peças, destaca o papel das mulheres nas culturas pré-hispânicas e está no Museo Arqueológico Nacional; esteve presente o embaixador do governo mexicano, Quirino Ordaz.
  • A visita é um gesto de reconciliação entre Espanha e México após a crise diplomática iniciada em 2019, quando o então presidente mexicano pediu perdão pelos desmandos da conquista e o rey manteve silêncio.
  • A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, elogiou o passo e afirmou que o perdão engrandece os povos; autoridades mexicanas consideram ainda necessário um gesto formal de fechamento da crise.
  • A exposição faz parte de um programa binacional para fortalecer vínculos entre os dois países, ressaltando a importância histórica das culturas originárias e o papel das mulheres nas comunidades indígenas do México.

Felipe VI visitou de surpresa o Museo Arqueológico Nacional, em Madrid, para ver a exposição La mitad del mundo. La mujer en el México indígena, organizada pelo Ministério de Exteriores espanhol e pela Secretaría de Cultura do governo mexicano. O monarca fez questão de tratar de assuntos históricos durante a visita.

Durante a passagem pela mostra, o Rei reconheceu que houve abusos na conquista da América e no exercício do poder espanhol. Em conversa informal com o embaixador do México em Espanha, Quirino Ordaz, ele comentou about as controvérsias morais e legais envolvendo as políticas da época.

A exposição destaca o papel das mulheres nas culturas pré-hispânicas e reúne cerca de 250 peças, muitas em primeira exposição internacional. A visita ocorreu fora da agenda pública, em um gesto simbólico de reconciliação entre os dois países.

A relação entre Espanha e México já passou por tensões diplomáticas, em especial após a carta de 2019 do presidente mexicano López Obrador pedindo desculpas pelos desmandos da conquista. Na época, o pedido não recebeu resposta formal.

Fontes oficiais indicam que a visita do Rey faz parte de um projeto binacional para reforçar vínculos ao reconhecer a importância histórica das culturas originárias. A iniciativa também valoriza o papel das mulheres nessas sociedades durante o ano que celebra a figura indígena no México.

Ao lado de Felipe VI estiveram o diretor da AECID, Antón Leis García; o embaixador mexicano em Espanha, Quirino Ordaz Coppel; o antropólogo Andrés Ciudad; e a diretora do Museu Arqueológico Nacional, Isabel Izquierdo. A programação incluiu peças como a sacerdotisa de Palenque e a jovem de Amajac.

O programa expositivo, iniciado no outono passado, percorre várias sedes em Madrid para apresentar a riqueza das culturas originárias mexicanas. O objetivo é aprofundar o diálogo cultural entre os dois países e promover o entendimento histórico entre as nações.

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