- Um ano após cortes de ajuda externa liderados pelos EUA, agências humanitárias tentam responder à crise decorrente da guerra contra o Irã, que se espalha pelo Oriente Médio.
- O conflito aumenta deslocamentos e aumenta a pressão sobre sistemas de saúde; até 11 de março, o Irã registrava mais de 1.300 mortes e 9.000 feridos, e no Líbano, pelo menos 886 mortes e mais de 2.000 feridos até 16 de março.
- Estimam-se entre 600 mil e 1 milhão de domicílios iranianos deslocados — até 3,2 milhões de pessoas — com muitos buscando refúgio em áreas rurais ou no norte do país.
- A infraestrutura de saúde do Irã tem sido atingida, com pelo menos treze hospitais e outras instalações de saúde afetados; ataques também impactaram escolas e centros esportivos, e o serviço de internet permanece bloqueado em parte do país.
- Organizações internacionais apelam por mais financiamento, com a UN e parceiros ampliando a resposta na região; preços de alimentos e fertilizantes sobem, pressionando comunidades vulneráveis.
Aid agencies alertam que o conflito entre EUA/Israel e Irã amplia crises humanitárias na região. O alerta chega quase um ano após cortes globais de ajuda externa liderados pelos EUA, que pressionam organizações a ampliar respostas.
O conflito já afeta o Irã, Líbano e outros países vizinhos. Segundo a OMS, o Irã registra mais de 1.300 mortes e 9.000 feridos até 11 de março; o Líbano aponta pelo menos 886 mortos e mais de 2 mil feridos até 16 de março, com a guerra se expandindo pelo território.
A mobilidade de ajuda fica comprometida pela intensificação dos combates e pelo aumento de deslocamentos. O UNHCR estima que entre 600 mil e 1 milhão de residências, até 3,2 milhões de pessoas, foram deslocadas no Irã; no Libano, quase 815 mil pessoas já estavam desabrigadas até março.
Desdobramentos e respostas internacionais
Além dos impactos locais, milhares de pacientes perdem atendimento médico; o número de hospitais atingidos no Irã chega a 13, segundo a OMS, levando centros a evacuações. Em segurança alimentar, o WFP aponta impactos imediatos, com preços de trigo e fertilizantes em alta.
Com a escalada, bancos de países vizinhos também sofrem efeitos indiretos, como interrupções em cadeias de suprimento e alta de custos de operação para organizações humanitárias. A União Europeia prometeu mais de 500 milhões de dólares em ajuda para a região; Canadá já anunciou quase 30 milhões para o Líbano.
A OMS também informou suspensão de operações em seu centro logístico de Dubai, o que pode atrasar remessas de assistência médica a 75 países. O Relatório das Nações Unidas destaca a necessidade de manter rotas de apoio via o Estreito de Hormuz, para evitar impactos ainda maiores na entrega de ajuda.
Contexto de maior vulnerabilidade
Observa-se que muitos mortos no Golfo são trabalhadores migrantes, segundo the Times. Com a intensificação dos combates, autoridades humanitárias ressaltam que populações vulneráveis são as mais afetadas pela interrupção de serviços, deslocamentos rápidos e bloqueios de recursos.
Entre as vozes, representantes da ONU pedem aumento imediato de financiamento para ampliar operações de resposta na região. Países e organizações reforçam planos de emergência, com doações e reforço logístico para sustentar assistência essencial.
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