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Trump afirma que EUA não precisam de ninguém para reabrir Estreito de Ormuz

Trump afirma que EUA não precisam de ninguém para reabrir o Estreito de Ormuz, mas busca coalizão de aliados para proteção, enquanto o Brent dispara

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
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  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os EUA “não precisam de ninguém” para reabrir o Estreito de Ormuz, mas pediu aos aliados que formem uma coalizão para proteger a passagem marítima.
  • Trump disse que cerca de sete países enviariam navios de guerra, mas não revelou quais; o secretário de Estado deve divulgar mais detalhes posteriormente.
  • Espanha e Alemanha disseram não participar; o primeiro-ministro britânico Keir Starmer afirmou que o Reino Unido ainda não decidiu e a UE não tem apetite para enviar mais navios, segundo Kaja Kallas.
  • O petróleo Brent chegou a US$ 105,9 por barril, recuando depois para US$ 100,43; o preço médio da gasolina nos EUA estava em US$ 3,718 por galão pela manhã.
  • Trump criticou a OTAN e disse que aliados que se beneficiam do estreito devem ajudar a garantir a segurança; a China foi citada como exemplo de país que poderia contribuir, dependendo da posição sobre navios de guerra.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os EUA não precisam de ninguém para reabrir o Estreito de Ormuz, a passagem estratégica para o petróleo. Mesmo assim, pediu que aliados formem uma coalizão para proteger a rota no contexto de tensões geopolíticas e oscilações de preço da gasolina.

Trump disse a repórteres a bordo do Air Force One, na noite de domingo, que cerca de sete países deveriam enviar navios de guerra para ajudar a reabrir o estreito, sem detalhar quais nações participariam. Ele afirmou que o objetivo é observar como eles reagem.

Na mesma linha, líderes de outros países adotaram posições distintas. Espanha e Alemanha disseram não participar; o primeiro-ministro britânico afirmou que o papel da OTAN não está claro; e a chefe da política externa da UE indicou falta de apetite para enviar mais navios à região.

Contexto internacional

Trump afirmou que alguns aliados ajudam há muito tempo e que o nível de entusiasmo importa. Segundo ele, o secretário de Estado Marco Rubio deve divulgar detalhes sobre os países que participariam. Também mencionou que Macron poderia apoiar, avaliando o apoio entre oito em uma escala de dez.

Durante entrevista ao Financial Times, o presidente afirma que a China depende fortemente do Estreito de Ormuz, o que motivaria cooperação internacional para a segurança da rota. Não ficou claro se a China aceitou participar.

Impactos econômicos

O petróleo Brent chegou a US$ 105,9 por barril, antes de recuar para US$ 100,43. Na manhã de segunda-feira, o preço médio nacional da gasolina ficou em US$ 3,718 por galão, conforme monitoramento da AAA, o que representa alta em relação ao mês anterior. O diesel também teve alta, impactando transportes e logística.

O Irã continua a ameaçar ataques à infraestrutura petrolífera na região, aumentando a pressão sobre o abastecimento mundial. As oscilações de preço ocorrem em meio a esse cenário de tensão.

Reações internacionais

O Japão informou que avalia envio de navios de escolta, sem decisão tomada. A Alemanha destacou que OTAN não tem mandato para assumir o assunto. O Reino Unido sinalizou cautela e afirmou que o processo deve envolver o maior número possível de parceiros.

Na China, autoridades evitaram comentar diretamente as declarações de Trump, enfatizando que as relações entre os EUA e a China seguem em processo de consulta diplomática. As conversas entre as duas potências continuam em andamento.

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