- Um ataque aéreo do Paquistão em Kabul, na segunda-feira, intensificou a escalada entre os dois países, conforme o governo afegão.
- O governo talibã afegão afirmou que a ofensiva atingiu um hospital de reabilitação de drogas, deixando pelo menos 408 mortos e 265 feridos; o Paquistão nega ter atingido civis e diz ter mirado instalações militares e infraestrutura de apoio a militantes.
- Islamabad não revelou números de vítimas ou confirmação independente.
- Nas três últimas semanas, Paquistão e Afeganistão realizaron ataques aéreos, drones e confrontos terrestres ao longo da fronteira de cerca de 2.600 quilômetros.
- Não houve negociações neste momento, apesar de apelos de países como Turquia, Rússia e China para diálogo e desescalada.
Um ataque aéreo paquistanês, realizado na segunda-feira, intensificou o conflito entre Paquistão e Afeganistão. O governo de Kabul afirma que a ofensiva matou centenas de civis e causou danos generalizados, elevando a tensão entre os dois países.
Segundo o governo afegão, a ofensiva mirou um hospital de reabilitação de drogas na capital Kabul, resultando em aproximadamente 408 mortos e 265 feridos. Islamabad nega a contagem de vítimas, afirmando que o ataque atingiu instalações militares e infraestrutura de apoio a militantes, sem danos colaterais.
A escalada atual se insere em semanas de confrontos entre as duas nações. Paquistão diz ter atingido alvos de grupos insurgentes, enquanto Kabul vê nos ataques violações de soberania e civis como parte de retaliações. Nos últimos dias, houve troca de ataques aéreos, operações de drones e confrontos terrestres ao longo da fronteira.
Contexto e desdobramentos
Mortes civis e danos a infraestrutura civil foram citadas por partes não confirmadas, dificultando a verificação independente. Autoridades paquistanesas não confirmaram números de vítimas.
Os dois lados relatam princípios opostos sobre a legitimidade das ações, com Kabul defendendo a soberania e Islamabad sustentando que os ataques visaram bases militantes sem prejudicar civis. O desnível de informações complica avaliações independentes.
Tentativas de negociação
Apesar de um cessar-fogo anterior em outubro, mediado por vários países, não houve negociações recentes entre Islamabad e Kabul. Países como Turquia, Qatar e Arábia Saudita já haviam atuado para facilitar diálogo no passado.
A China, aliada de ambos, pediu diálogo e afirmou que continuará atuando de forma construtiva para reduzir as tensões e facilitar uma solução pacífica. Não há indicações de uma retomada imediata de negotiations.
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