- A guerra contra o Irã não atrasou envios de armas para Taiwan nem mudou a política dos EUA em relação à ilha, segundo oficiais da administração de Donald Trump.
- O subdiretor assistente sênior do Departamento de Estado, Stanley Brown, afirmou que não houve atraso no envio de itens para Taiwan.
- Já havia uma fila de vários bilhões de dólares em envios de armas para Taiwan antes do conflito com o Irã, e o governo busca acelerar os despachos, sem detalhes.
- O depoimento ocorreu no mesmo dia em que Trump anunciou o adiamento de sua viagem a Beijing, prevista para tratar de Taiwan e de outros temas com o presidente chinês.
O governo dos EUA afirmou que a guerra contra o Irã não atrasou o envio de armas para Taiwan nem alterou a política dos EUA em relação à ilha. A afirmação foi feita por Stanley Brown, principal subsecretário de Estado para Assuntos Políticos Militares, em audiência no Congresso.
Brown disse que não houve atraso no deslocamento de itens para Taiwan e que o governo avalia formas de acelerar as remessas, sem detalhar medidas. O comentário ocorre em meio a preocupações de que a ofensiva possa pressionar a indústria de defesa a atender a demanda, inclusive pela ilha.
A audiência ocorreu em Washington na terça-feira, no mesmo dia em que Trump anunciou o adiamento de sua viagem a Beijing para tratar da guerra no Irã. Taiwan é tema frequente entre autoridades americanas e chinesas, dada a pressão militar de Pequim.
Antes do conflito, já havia uma fila de bilhões de dólares em armamentos pendentes para Taiwan. Brown informou que o governo estuda meios de agilizar os envios, sem apresentar prazos ou estratégias específicas.
Backlog e impactos
Um pacote de armas para Taiwan, avaliado em cerca de US$ 14 bilhões e com mísseis interceptores avançados, era visto como possível após a viagem de Trump à China. Ainda não está claro se o adiamento altera esse cronograma.
A audiência também envolveu debates sobre supervisão legislativa de vendas de armas. Deputados republicanos criticaram o desgaste de ajuda a aliados, enquanto democratas argumentaram que contornar a revisão congressual enfraquece a proteção de direitos humanos.
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