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Deepfakes já moldam opiniões sobre conflitos

Deepfakes proliferam no conflito EUA-Israel-Irã, buscando moldar opinião pública global; governos e plataformas precisam detectar e desmentir rapidamente.

A man in a black shirt and blue jeans checks his cellphone outside of a tan house in northern Israel.
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  • O conflito entre EUA e Israel contra o Irã gerou um volume crescente de deepfakes em plataformas como X, Facebook e TikTok, com vídeos de explosões, ataques e imagens que parecem mostrar danos reais.
  • Segundo a Cyabra, o Irã estaria por trás dessas campanhas de deepfakes, buscando influenciar audiências internas e internacionais e questionar a legitimidade das operações americanas e israelenses.
  • A campanha mira três objetivos: melhorar o moral dentro do Irã, conquistar apoio internacional e minar a moral dos EUA e de Israel.
  • Governos e empresas precisam atuar em tempo real para detectar, desmentir e remover deepfakes, já que plataformas sociais hospedam grande quantidade de modelos geradores disponíveis em repositórios como Hugging Face e GitHub.
  • Especialistas destacam a necessidade de colaboração entre governos, setor privado, academia e mídia para mitigar impactos das deepfakes, que podem moldar percepções durante conflitos presentes e futuros.

O conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciado há pouco mais de duas semanas, já gerou uma onda de deepfakes nas redes sociais. Relatos do New York Times apontam que vídeos e imagens criados por inteligência artificial têm invadido plataformas como X, Facebook e TikTok, com milhões de visualizações.

As peças falsas mostram explosões em Tel Aviv, ataques a navios norte-americanos e relatos de supostas perdas israelenses, entre outras imagens que sugerem que o Irã está causando danos aos inimigos. Algumas peças são espetaculares, outras, mais sutis, como registros de crianças brincando antes de um ataque real que matou 175 pessoas, na escola Shajarah Tayyebeh.

Quem está por trás e por quê

Segundo a Cyabra, uma empresa que monitora campanhas de influência, o Irã lidera o esforço de desinformação, visando públicos internos e externos. O objetivo é retratar o Irã como retaliatório e abalar a legitimidade das operações dos EUA e de Israel.

A atuação busca mobilizar apoio doméstico e internacional, além de pressionar governos a questionarem a escalada do conflito. Especialistas avaliam que a disseminação de deepfakes tende a ampliar percepções positivas sobre o Irã entre alguns públicos.

Como resposta, autoridades públicas e empresas privadas precisam atuar de forma coordenada para detectar, desmentir e remover esse conteúdo. Mesmo assim, há expectativa de que as peças falsas se espalhem com rapidez e influenciem a opinião pública.

Desafios técnicos e estratégicos

O combate às deepfakes exige colaboração entre governos, plataformas e a academia. Plataformas de compartilhamento de código, como Hugging Face e GitHub, armazenam milhares de modelos de geração de imagem, vídeo e áudio, o que facilita a produção de conteúdos simulados.

Apesar de investimentos, agências dos EUA ainda enfrentam dificuldades para frear a propagação das deepfakes. A responsabilidade pela infraestrutura está com as empresas, o que levanta dúvidas sobre o equilíbrio entre atuação coesa e liberdade de expressão.

A reportagem aponta que a imprensa, a pesquisa acadêmica e setores de segurança podem contribuir com detectores e técnicas de verificação. O objetivo é reduzir danos à percepção pública e aos processos democráticos.

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