- O interceptor STING, desenvolvido pela Wild Hornets, voa até 280 km/h, tem alcance máximo de cerca de 37 km e destrói drones inimigos com explosivos; já derrubou mais de 3.000 Shaheds desde junho de 2025.
- O custo unitário fica em torno de US$ 2 mil, bem abaixo de mísseis Patriot; a produção alcança mais de 10 mil unidades por mês, com venda por meio de incubadora de defesa ou entidades beneficentes.
- Há interesse de clientes do Oriente Médio, em meio ao conflito com o Irã, mas a empresa afirma não negociar exportação sem a aprovação do governo da Ucrânia.
- Um segundo modelo, ainda mais rápido, foi desenvolvido para atacar Shaheds movidos a jet; especificações técnicas permanecem em segredo, e já foi utilizado em operações defensivas.
- O presidente ucraniano pediu apoio em dinheiro e tecnologia em retorno a ajuda de países do Oriente Médio, e reforçou controles sobre negócios de equipamentos anti-drones sem aprovação estatal.
O drone interceptador fabricado pela empresa privada Wild Hornets ganha espaço no arsenal ucraniano contra drones russos e pode, no futuro, atuar contra veículos aéreos iranianos no Golfo. O STING combina rapidez, baixo custo e operação compatível com FPV, ampliando a defesa aérea ucraniana.
A empresa afirma ter já derrubado mais de 3.000 Shaheds russos desde junho de 2025. O sistema custa cerca de US$ 2 mil por unidade, bem abaixo dos valores de mísseis Patriot. A produção supera 10 mil unidades por mês, com venda dependente de aprovação governamental.
Quem opera o STING descreve o desempenho como eficiente em ataques em massa e de alto alcance relativo. O piloto de testes, com apelido Paskudnyk, destacou a curva de aprendizado simples para pilotos de drones FPV.
Riscos e política de exportação
A liberdade de exportação permanece cautelosa. Kyiv busca financiamento e tecnologia no Oriente Médio, mas condiciona qualquer negócio à aprovação do governo ucraniano, em meio a tensões com base de defesa dos EUA. Zelenskiy já pediu cooperação apenas mediante autorização formal.
Um representante da Wild Hornets informou que o foco da empresa é fortalecer a defesa nacional e que exportações ocorreriam apenas por solicitação governamental. Houve interesse de clientes no Oriente Médio, mas a empresa não negocia contratos sem sinal verde local.
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