Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Equador rejeita alegação de bombardeio em território colombiano

Equador rejeita denúncia de bombardeio colombiano; Noboa chama acusações de Petro de falsas, em meio à disputa tarifária e à tensão na fronteira

Daniel Noboa, presidente do Equador, e Gustavo Petro, presidente da Colômbia. Fotos: Marcos Pin e Leonardo Munoz/AFP
0:00
Carregando...
0:00
  • O presidente do Equador, Daniel Noboa, classificou como falsas as acusações de Gustavo Petro sobre bombardeio colombiano a partir da fronteira equatoriana.
  • Petro afirmou ter provas de um ataque com bomba lançado de avião perto da fronteira; citou 27 corpos carbonizados como referência.
  • O Equador disse ter atacado um campo de treinamento de dissidentes das Farc na província de Sucumbíos, como parte da operação contra o narcotráfico.
  • A fronteira entre os dois países tem cerca de 600 quilômetros de extensão e é marcada por atuação de grupos criminosos; a tensão aumentou em meio a disputa tarifária iniciada em fevereiro pelo Equador.
  • A ministra das Relações Exteriores, Gabriela Sommerfeld, informou que haverá diálogo pela Comunidade Andina para retomar as negociações, com foco no controle de fronteiras para reduzir a violência.

O Equador negou nesta terça-feira (17) as acusações de que tenha bombardeado território colombiano. O presidente Daniel Noboa disse, por meio de X, que as ações do seu governo visam esconderijos de criminosos dentro do país, e não ataques no território vizinho.

A polêmica ocorre em meio a uma disputa tarifária iniciada pelo Equador em fevereiro, que afeta importações, cooperação energética e transporte de petróleo entre os dois países. A tensão também envolve divergências sobre controle de fronteiras.

Noboa afirmou que o Equador atua apenas em solo próprio contra grupos colombianos que operam fronteiras, ressaltando que o país não invade a Colômbia. O governo equatoriano já realizou ações contra um campo de treinamento de dissidentes das Farc na região de Sucumbíos.

A presidente do Conselho de Relações Exteriores do Equador, Gabriela Sommerfeld, informou que haverá diálogo entre os dois países via a Comunidade Andina para retomar as negociações. Ela pediu mais controle de fronteiras para reduzir violência na região.

Petro reagiu, na véspera, afirmando ter provas de um ataque com explosivo vindo de um avião perto da fronteira. O presidente colombiano citou, ainda, um número de corpos carbonizados e disse que a explicação do Equador não é crível, sem detalhar fontes.

A fronteira entre Equador e Colômbia tem cerca de 600 quilômetros e é marcada pela atuação de guerrilhas, organizações criminosas e atividades ligadas ao tráfico, à mineração ilegal e ao contrabando. A tensão entre as autoridades tem impacto regional.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais