- O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, afirmou que a atual conjuntura de crises internacionais exige reforçar as instituições multilaterais e preservar um Judiciário independente.
- A declaração foi feita na abertura do período de sessões da Corte Interamericana de Direitos Humanos, no plenário do STF, em meio à crise institucional com dois ministros citados na investigação do Banco Master.
- Fachin disse que não há esgotamento nem irrelevância dos órgãos multilaterais, e sim urgência de reafirmar seu valor e ampliar o diálogo global.
- Ele defendeu o fortalecimento do sistema interamericano de direitos humanos e de organizações internacionais como a Organização das Nações Unidas e a Organização dos Estados Americanos.
- O ministro destacou que a democracia é uma construção humana que requer vigilância constante e proteção da ordem internacional baseada no direito, na cooperação e no respeito entre nações.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, afirmou que a atual conjuntura de crises globais exige reforçar instituições multilaterais e preservar um Judiciário independente. Ele falou sobre a necessidade de reafirmar o papel dessas organizações diante tensões políticas.
O discurso foi feito na abertura do período de sessões da Corte Interamericana de Direitos Humanos, no plenário do STF. Fachin comentou o momento institucional brasileiro, em meio a investigações que envolvem ministros citados no caso Banco Master.
“A conjuntura de crises não indica esgotamento nem irrelevância das instituições multilaterais, mas a urgência de fortalecer espaços de diálogo e cooperação no plano global”, disse o ministro.
Contexto institucional
Durante a fala, Fachin destacou a preservação de estruturas internacionais para mediar conflitos e proteger direitos, reforçando a importância de tratados que estruturam o sistema internacional.
Ele defendeu o fortalecimento do sistema interamericano de direitos humanos, bem como de organizações como ONU e OEA, criadas após a Segunda Guerra Mundial.
Fachin apontou que a democracia enfrenta desafios em diferentes regiões e exige vigilância permanente das instituições. Segundo ele, a democracia é uma construção humana, não uma garantia definitiva.
Para o ministro, a defesa das instituições democráticas está ligada à manutenção da ordem internacional baseada em regras, cooperação e respeito entre as nações.
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