- O Programa Mundial de Alimentos diz que, se a guerra entre EUA e Iran continuar até junho, cerca de 45 milhões de pessoas a mais entrarão em fome aguda.
- O total global de pessoas em fome aguda pode superar o recorde atual de 319 milhões.
- O conflito, que começou em 26 de fevereiro, interrompe rotas humanitárias de ajuda e atrasa remessas vitais.
- Os custos de frete subiram cerca de 18% desde o início dos ataques e alguns caminhos tiveram de ser redirecionados.
- Os custos adicionais ocorrem em meio a cortes de financiamento, com os doadores direcionando mais recursos a defesa.
Tensões entre EUA, Israel e Irã podem elevar fome aguda a mais de 45 milhões até junho, aponta levantamento do Programa Mundial de Alimentos (WFP) divulgado nesta terça-feira. O documento destaca que o conflito, iniciado em fevereiro, compromete rotas humanitárias vitais e atrasa envios de ajuda a regiões em crise.
O relatório indica que, antes do conflito, a fome global já era extrema, com 319 milhões de pessoas em situação crítica. A escalada atual aumenta esse total, segundo o WFP, que alerta para um cenário de recorde histórico.
Os custos de transporte subiram 18% desde o início dos ataques contra o Irã, em fevereiro. O aumento impacta a viabilidade de remessas e obriga ajustes de rotas, acrescentando pressão financeira sobre o programa.
Impacto humanitário
A análise aponta que a combinação de inflação em alimentos e combustíveis, além de cortes de gastos por parte de doadores, agrava a situação de milhões de pessoas em países já vulneráveis. O WFP enfatiza a necessidade de acesso contínuo a recursos para evitar falhas de abastecimento.
O próprio programa destaca que a expansão da fome não decorre apenas de guerras, mas também de interrupções logísticas que atrasam a entrega de alimentos, água e suporte médico em zonas de conflito, incluindo cidades densas e áreas rurais.
Contexto logístico
Segundo o WFP, as interrupções nas rotas de ajuda são um dos principais gatilhos do aumento de fome. A entidade mantém parceria com governos, organizações locais e agências de coordenação para manter pontos de distribuição ativos, mesmo em cenários de hostilidade.
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