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Iraque e curdos acordam retomar exportação de petróleo para Ceyhan, Turquia

Iraque e governo regional curdo fecham acordo para retomar exportação de petróleo pela rota de Ceyhan, com comitê conjunto e receitas repassadas ao tesouro federal

Iraqi Prime Minister Mohammed Shia al-Sudani meets with Prime Minister of the Kurdistan Region Masrour Barzani, in Erbil, Iraq, February 2, 2026.
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  • O governo iraquiano e o governo regional do Curdistão chegaram a um acordo para retomar as exportações de petróleo pelo oleoduto de Ceyhan, na Turquia, a partir de quarta-feira.
  • O fluxo de petróleo deve começar às 10h, horário local, conforme o ministro do Petróleo, Hayan Abdel-Ghani.
  • Foi criado um comitê conjunto para preparar a retomada das exportações via o duto regional, e a receita será devolvida ao tesouro federal.
  • Medidas de segurança serão adotadas para proteger os campos e garantir a continuidade das exportações.
  • O primeiro-ministro do Curdistão, Masrour Barzani, afirmou que as exportações ocorram o mais cedo possível, em meio a circunstâncias excepcionais, e que as discussões com Bagdá devem continuar para ampliar o livre comércio e garantir condições de produção seguras.

O governo iraquiano e as autoridades curdas do Curdistão fecharam um acordo para retomar, a partir desta quarta-feira, as exportações de petróleo para o hub de energia de Ceyhan, na Turquia. O anúncio foi feito pelo ministro do Petróleo do Iraque, Hayan Abdel-Ghani, em Bagdá nesta terça (horário local).

A expectativa é que o fluxo de óleo comece às 10h, no horário local, em Ceyhan, informou a imprensa estatal citando o ministro. O acordo prevê a criação de uma comissão conjunta para organizar o retorno das exportações pelo duto regional, com a receita destinada ao tesouro federal.

O governo regional do Curdistão (KRG) confirmou o entendimento e afirmou que tomará as medidas de segurança necessárias para proteger campos de petróleo e manter a continuidade das operações. A região também anunciaria planos para viabilizar o retorno da produção.

Mas o KRG destacou, em nota, que as discussões com Bagdá continuam para remover restrições de importação e comércio e garantir condições para empresas de petróleo operarem com segurança. O objetivo é assegurar produção estável no curto prazo.

Barzani, premier do KRG, comunicou por X que a exportação de crude pela rede curda ocorrerá o mais rápido possível, face as circunstâncias excepcionais do país. O líder ressaltou que as negociações com Bagdá devem acelerar。

Em telefonema posterior com o enviado dos EUA, Tom Barrack, Barzani pediu à equipe do KRG que disponibilize todas as facilidades necessárias para as exportações, em benefício dos cidadãos diante da crise atual.

Nesta semana, autoridades curdas já tinham contestado Bagdá por dificuldades de segurança e econômicas no setor petrolífero, rejeitando a acusação de resistência a exportações pela via regional. Bagdá, por sua vez, apontou entraves no uso de um duto alternativo durante interrupções provocadas pelo conflito no Irã.

Na terça, a Presidência iraquiana pediu cooperação entre o governo federal e o KRG para a retomada das exportações de crude. Ainda na quarta, a Câmara aprovou uma decisão de sete pontos para sustentar as exportações pelo duto de Ceyhan, buscando evitar danos econômicos sob as condições de segurança atuais.

As medidas parlamentares reforçam a autoridade de Bagdá sobre o setor de petróleo. O debate ocorreu após reunião entre o ministro do Petróleo e representantes do parlamento para avaliar o impacto da suspensão das exportações após o fechamento do Estreito de Hormuz.

A produção nos principais campos do sul do Iraque caiu cerca de 70% nos últimos dias, para cerca de 1,3 milhão de barris por dia, segundo fontes. O fechamento do Estreito de Hormuz reduziu o fluxo vital de petróleo, cerca de 20% do comércio global, destacam analistas.

O ministério do Petróleo enviou, no início de março, uma carta ao KRG pedindo a permissão para bombear pelo menos 100 mil bpd através da rede de dutos curdos para o hub de Ceyhan, segundo duas fontes à Reuters. Os termos do acordo ainda devem ser detalhados pela comissão conjunta.

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