- O Ministério da Saúde participa, de 9 a 13 de março, da 69ª sessão da Commission on Narcotic Drugs (CND) em Viena, reunindo delegações para discutir políticas de drogas com base em evidências e direitos humanos.
- A participação brasileira fortalece a cooperação internacional em saúde mental e o intercâmbio de experiências sobre políticas de cuidado para uso de substâncias psicoativas.
- A delegação do Brasil inclui Gabriella Boska, coordenadora de Álcool e Outras Drogas do Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas (DESMAD), da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES).
- Entre os temas estão prevenção, tratamento, redução de danos, saúde mental e políticas públicas integradas, com foco na rede de atenção psicossocial do Sistema Único de Saúde (SUS).
- O Brasil destaca que a redução de danos é uma estratégia de cuidado e que a integração entre saúde, assistência social e outras áreas fortalece o cuidado e o acesso aos serviços.
O Ministério da Saúde participa da 69ª sessão da Commission on Narcotic Drugs (CND), ligada ao UNODC, em Viena, de 9 a 13 de março. A participação busca fortalecer cooperação em saúde mental e políticas de drogas com base em evidências e direitos humanos.
Delegação brasileira reúne representantes de diferentes áreas do governo. Gabriella Boska, coordenadora de Álcool e Outras Drogas do DESMAD, integra a comitiva do Ministério da Saúde. O objetivo é compartilhar experiências sobre cuidado a usuários de substâncias psicoativas.
A reunião reúne governos, organismos internacionais, especialistas e sociedade civil para discutir prevenção, tratamento e políticas públicas integradas. Entre os temas estão saúde mental, redução de danos e estratégias globais de enfrentamento ao uso de drogas.
Cooperação internacional
A presença do Brasil reitera o compromisso com o diálogo multilateral e com políticas públicas baseadas em evidências. O intercâmbio de experiências entre países amplia as respostas a desafios relacionados às drogas no âmbito global.
Segundo Boska, a CND é um dos principais espaços da ONU para discutir resoluções sobre políticas de drogas. O Brasil quer destacar o cuidado em saúde mental dentro do SUS e a rede de atenção psicossocial.
Ela ressalta que o encontro auxilia a construção de estratégias de integração entre políticas públicas, redes de cuidado e atuação do sistema de justiça, com foco em redução de danos e acesso aos serviços de saúde.
Políticas públicas no SUS
As ações brasileiras priorizam direitos humanos, autonomia e atendimento centrado no território. A redução de danos é tratada como estratégia fundamental de cuidado compartilhado entre profissionais, usuários e famílias.
As políticas do SUS seguem diretrizes federais que dialogam com a reforma psiquiátrica brasileira, fortalecendo atenções comunitárias e evitando institucionalização. O objetivo é ampliar o acesso aos serviços.
O cuidado a pessoas que usam álcool e outras drogas é parte da rede de saúde mental do SUS, coordenado pela SAES e pelo DESMAD, com estratégias de atenção psicossocial a nível nacional.
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