- Região de Novosibirsk, na Sibéria, declarou estado de emergência para enfrentar surto de doença bovina, após semanas de abates forçados que provocaram protestos de pequenos agricultores.
- Foram identificados cinco surtos de pasteurelose e quarenta e dois de raiva, com animais removidos na região.
- Milhares de bovinos foram queimados para conter as doenças; agricultores confrontaram policiais ao tentar impedir a apreensão.
- O ministro da agricultura, Andrei Shindelov, disse que a emergência facilita a coordenação das ações e a contenção do movimento de animais e de produtos de origem animal; a medida teria sido decretada há um mês, segundo ele.
- A norma permite compensação para animais abatidos, com primeiras indenizações em processamento; vacinação contra raiva é obrigatória; regiões vizinhas relatam surtos menores.
Russia: região de Novosibirsk declara emergency por febre no gado e enfrenta protestos de produtores
A região de Novosibirsk, no Sibir, declarou estado de emergência para conter um surto de doenças no gado, após semanas de remoções forçadas para abate. Medidas visam à coordenação de ações e à contenção do movimento de animais e produtos.
Foram detectados cinco surtos de pasteurelose, uma pneumonia bacteriana grave, e 42 de raiva na região, segundo autoridades. Denúncias mostram animais sendo incinerados para conter a disseminação.
Protestos de produtores pequenos ganharam força, com famílias enfrentando autoridades para impedir a tomada de gado. Em vídeos, uma agricultora denuncia perdas vultosas e descontentamento com as medidas.
Ações de retirada de animais atingiram principalmente pequenas propriedades, enquanto grandes fazendeiros teriam sido poupados. O setor pediu esclarecimentos sobre a necessidade de abate e sobre diagnósticos alternativos.
O estado de emergência autoriza busca de compensação por animais abatidos, segundo autoridades locais. As primeiras indenizações estariam sendo processadas. Autoridades reforçam necessidade de coordenação com Moscou.
Otimismo cauteloso acompanha o anúncio, já que o monitoramento clínico segue com várias queimadas em áreas rurais. A agência de controle de alimentação citou o frio extremo como agravante no Siberiano.
Outras regiões da Sibéria relataram surtos menores ou monitoramento ativo, conforme órgãos reguladores. Um portavoz do Kremlin afirmou que a resposta envolve rápida atuação das autoridades locais.
O ministério da Agricultura não respondeu a contatos da Reuters. Houve detenção de algumas pessoas durante protestos, sem relatos de agressões duradouras, segundo fontes locais.
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