- O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que o país está sendo bombardeado desde o Equador, após a descoberta de uma bomba lançada de um avião perto da fronteira.
- Petro informou que a bomba está ativa e que há investigações para esclarecer os modos do episódio, mantendo a suspeita de que não é ação de grupos armados.
- A denúncia ocorre em meio a uma disputa comercial entre Colômbia e Equador, iniciada pelo governo equatoriano com a cobrança de uma taxa de segurança sobre importações colombianas.
- Em retaliação, a Colômbia impôs tarifas a dezenas de produtos e interrompeu o fornecimento de eletricidade ao Equador; o Equador aumentou a tarifa para transportar crudo e elevou o valor para 50%.
- Petro afirmou que há uma gravação recebida pela presidente de seu governo sobre o ocorrido e pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que atue para evitar uma guerra.
Durante um Conselho de Ministros, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que a Colômbia está sendo bombardeada desde o território equatoriano, após a descoberta de uma bomba lançada de avião perto da fronteira. A investigação deve esclarecer modos de atuação e origem do artefato.
Petro disse que a bomba está ativa e representa risco, e indicou que suspeita de envolvimento não de grupos armados, mas de ações externas. O presidente prometeu divulgar uma gravação que chegou ao governo sobre o incidente.
A denúncia ocorre no contexto de uma disputa comercial entre Colômbia e Equador, iniciada em janeiro, quando o presidente equatoriano, Daniel Noboa, impôs uma taxa de segurança de 30% a importações colombianas. A tensão envolve tarifas, energia e transporte de petróleo.
Em resposta, a Colômbia aplicou tarifas a 73 produtos e interrompeu o fornecimento de energia a Equador, levando Noboa a aumentar a tarifa de transporte de crude por um dos seus maiores oleodutos, para 50%.
Petro afirmou ainda que, na semana passada, pediu por telefone ao presidente dos EUA, Donald Trump, que atue para evitar uma escalada e encerre a tensão com o Equador. A fala ocorreu após uma temporada de denúncias e acirramento comercial entre os dois países.
Paralelamente, EUA e Equador firmaram acordo para abrir uma unidade do FBI no Equador, com apoio no combate a grupos transnacionais, além de fortalecer cooperação policial bilateral em áreas de narcotráfico e financiamento ao terrorismo. O objetivo é ampliar ações conjuntas.
Além disso, foram anunciadas operações militares conjuntas entre EUA, Equador e outros parceiros no início do mês, voltadas a atacar postos de treinamento de grupos considerados terroristas na região fronteiriça com a Colômbia. Não há confirmação de desdobramentos diretos para a fronteira colombiana.
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