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Reino Unido investiga vazamento de reunião sobre pedido de base dos EUA

Inquérito britânico apura vazamento de reunião de segurança nacional sobre pedido dos EUA para usar bases britânicas, ressaltando risco às relações com Five Eyes

British Secretary of State for Energy Security and Net Zero Ed Miliband walks towards 10 Downing Street, on the day of a cabinet meeting, in London, Britain, March 17, 2026. REUTERS/Isabel Infantes
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  • O governo britânico abriu uma investigação sobre o vazamento de detalhes de uma reunião do Conselho de Segurança Nacional que discutia um pedido dos EUA para usar bases britânicas.
  • A conversa tratou do início do conflito com o Irã e do uso das bases Diego Garcia, no Oceano Índico, e RAF Fairford, na Inglaterra, inicialmente sob discussão.
  • O primeiro-ministro Keir Starmer chegou a bloquear o uso das bases, mas posteriormente autorizou, sob a justificativa de ataques defensivos contra alvos iranianos.
  • Segundo o Spectator, havia divisão entre os ministros presentes sobre o pedido dos EUA, com Starmer a favor e Ed Miliband e Rachel Reeves contrários.
  • Antonia Romeo, a principal funcionária do governo, informou por carta que a investigação de vazamento foi iniciada; o porta-voz do governo não comentou além da carta.
  • Além disso, o presidente dos EUA, Donald Trump, tem criticado Starmer em relação à conduta do Reino Unido durante o conflito.

O governo britânico abriu uma investigação sobre o vazamento de informações de uma reunião de segurança nacional. O encontro tratava de um pedido dos EUA para usar bases britânicas no início do conflito com o Irã e ocorreu no âmbito do Conselho de Segurança Nacional.

Keir Starmer, primeiro-ministro, havia inicialmente bloqueado o uso da base Diego Garcia, no Oceano Índico, e da RAF Fairford, na Inglaterra, mas posteriormente autorizou as bases para ataques defensivos contra alvos iranianos. A decisão provocou divergências entre membros do governo.

Relatórios da revista Spectator indicam que houve oposição entre ministros durante a reunião. Ed Miliband, ministro da Energia, e Rachel Reeves, ministra das Finanças, teriam se manifestado contra a posição de Starmer.

Antonia Romeo, a mais alta funcionária do governo, informou por escrito a parlamentares da oposição que a investigação sobre o vazamento já começou. Ela disse que vazamentos prejudicam as relações internacionais, especialmente com a aliança de Inteligência Five Eyes liderada pelos EUA.

O governo afirmou, por meio de um porta-voz, que não comentaria além da comunicação já enviada aos parlamentares. A carta, destacando a abertura da apuração, reforça o objetivo de manter a confidencialidade de informações sensíveis.

O tema ganhou relevância em meio a tensões com o Irã e ao estreitamento das relações com aliados ocidentais. O episódio ocorre em meio a declarações de líderes dos EUA sobre a cooperação na região.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, tem feito críticas a Starmer desde o início do conflito no Oriente Médio, afirmando que não estaria recebendo apoio suficiente. A imprensa acompanhou o desenrolar da pauta e as repercussões diplomáticas da medida.

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