- Trabalhadores de resgate iranianos enfrentam ataques diários em Teerã, correndo o risco de novos ataques assim que chegam aos locais das ocorrências.
- Mais de 1.300 pessoas morreram nos ataques, segundo autoridades locais, enquanto os bombeiros de socorro lidam com as consequências.
- Voluntários da Cruz Vermelha Iraniana relatam trauma intenso, com mãos trêmulas, dificuldades para dormir e comer após testemunharem cenas de horror, como crianças mortas.
- Um worker disse à Reuters que, desde o início da guerra, ele esteve entre duas e dez convocações por dia.
- Em meio aos resgates, famílias acompanham as operações e expressam sofrimento; no primeiro dia de conflito, houve ataque a uma escola que deixou várias alunas mortas, conforme autoridades.
As batalhões de resgate em Teerã enfrentam ataques contínuos enquanto trabalham para retirar vítimas sob os escombros. Trabalhadores da Cruz Vermelha Iraniana relatam trauma e raciocinam sobre os horrores de resgatar crianças mortas entre os escombros após os bombardeios.
Os bombeiros civis atuam diante de uma sequência diária de ataques na cidade, com um trabalhador relatando que, em cada um dos 10 dias desde o início do conflito, foram chamados entre duas e 10 vezes. O saldo divulgado pelas autoridades locais aponta mais de 1.300 mortos nos ataques.
A Cruz Vermelha Iraniana, afiliada local da Federação Internacional, trabalha desde sempre com desastres no país, inclusive terremotos. Voluntários descrevem mãos que tremem, dificuldades de sono e alimentação, além de estresse intenso no contexto atual.
O primeiro ataque da guerra ocorreu em fevereiro, quando EUA e Israel declararam uma ofensiva contra o que chamam de ameaça nuclear e agressões de grupos militants na região. O Irã respondeu com ataques de mísseis e drones a Israel e a bases norte-americanas, além de fechar o Estreito de Hormuz.
Navvab Shamspour, oficial sênior da Cruz Vermelha, afirma que as equipes tomam precauções, mas não recuam diante de possíveis ataques adicionais na mesma área. Em situações de ataque, as equipes interrompem as ações para proteger seus integrantes.
No distrito Resalat, leste de Teerã, restava apenas a carcaça de um prédio residencial, cercada por carros esmagados, escombros e destroços. Durante o trabalho, itens como um urso de pelúcia sem cabeça ou uma foto de uma mulher com uma pulseira de prata aparecem entre os escombros.
O trabalho de resgate envolve lidar com familiares que chegam para localizar parentes. A tensão é marcada pela presença de pessoas que desejam apenas encontrar um corpo, o que aumenta o peso emocional para os socorristas.
Na sede da Cruz Vermelha, equipes conversam entre si, assistem televisão e praticam tênis de mesa para aliviar a tensão entre as missões. Um voluntário, de nome Mohammad Jannat Ammani, descreve ter entrado na organização após ver membros atuando no hospital onde o avô dele estava internado, em Teerã.
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