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Trump intensifica ataques à imprensa conforme escalada da guerra no Irã

Trump intensifica ataques à imprensa em meio à escalada da guerra com Irã, chamando veículos de “fake news” e mirando licenças de emissoras.

El presidente de Estados Unidos, Donald Trump, habla a los medios de comunicación desde el Air Force One, este domingo.
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  • O presidente dos Estados Unidos aumentou ataques contra a imprensa, chamando veículos de “antipatriotas” e “traidores” enquanto a guerra com o Irã se intensifica.
  • A escalada ocorre em meio a controvérsias sobre ataques a navios e drones, com Trump alegando notícias falsas e pedindo mais cobertura favorável.
  • Brendan Carr, presidente da Comissão Federal de Comunicações, afirmou que revisa licenças de alguns veículos de imprensa, numa linha de pressão sobre a imprensa crítica ao governo.
  • O Pentágono sob nova gestão de autoridades MAGA também alimenta a crítica aos meios, com restrições de acesso de imprensa ao espaço de briefing e cobranças por cobertura considerada inadequada.
  • Organizações de defesa da liberdade de expressão destacam ataque à Primeira Emenda e à independência jornalística, em meio a alegações de uso político dos meios para favorecer a agenda administrativa.

O presidente dos Estados Unidos intensificou ataques contra a imprensa, chamando veículos de antipatriotas e traidores por cobrirem o conflito no Oriente Médio. As declarações partem de mensagens da Casa Branca e de ações de autoridades regulatórias aliadas a ele, em meio à escalada da tensão no Irã.

Trump usou a rede Truth para acusar a mídia de divulgar “mentiras” e de ter baixa credibilidade. Ele afirmou que a cobertura negativa pode sair pela culatra, citando a possibilidade de vencer eleições com apoio de sua base, mesmo com pouca cobertura positiva. A rede social foi criada após expulsões de plataformas de quinta-feira.

A ofensiva contra a imprensa se intensifica em meio a questionamentos sobre a guerra no estreito de Ormuz, com frequência de ataques a jornalistas em cobertura de operações militares. A Casa Branca denuncia distorções e recursos de vídeos gerados por inteligência artificial como falsos, atribuindo-os a “mídia que busca desinformar”.

Medidas e recusas de acesso

O presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC), Brendan Carr, aliado de Trump, disse que revisa licenças de veículos que difundem conteúdos considerados falsos. Em público, Carr afirmou que emissores podem corrigir informações antes da renovação das licenças. A fala coincide com investigações formais contra grandes redes de radiodifusão.

Trump reforçou que “mídias corruptas” recebem espaços gratuitos nas ondas aéreas e as utilizam para espalhar mentiras. Ele pediu descredenciamento de programas noticiosos e criticou apresentadores de televisão por coberturas consideradas desfavoráveis.

Cobertura sob escrutínio

Defensores da liberdade de imprensa indicaram impacto na atuação jornalística, com organizações como o Comitê pela Primeira Emenda e a ACLU alertando para ataques à imprensa. Parlamentares e entidades ressaltam riscos à independência de veículos e ao direito de informar em situações de guerra.

Hegseth, âncora de televisão próximo a Trump, criticou a imprensa por cobrir mortes de militares e por suposta parcialidade. Em declarações públicas, o chefe do Pentágono negou que a imprensa tenha restringido o acesso a informações, alegando que apenas algumas situações são cobertas com maior destaque.

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