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Ataque a campos de gás no Irã é ponto de virada na guerra, diz especialista

Ataques a campos de gás do Irã podem provocar retaliação iraniana e alta nos preços globais de energia, indicando virada estratégica, dizem especialistas

Vista de uma parte da fase 19 do campo de gás South Pars em Assalooyeh, na costa do Golfo Pérsico do Irã, a 1.400 km (870 milhas) ao sul de Teerã, em 23 de agosto de 2016.
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  • Ataques a campos de gás do Irã, relatados nesta quarta-feira, podem provocar forte retaliação iraniana e impactos nos mercados globais de energia.
  • Agências semioficiais iranianas disseram que instalações de petróleo e gás foram atingidas em ações coordenadas dos EUA e de Israel; autoridades americanas negam ter feito o ataque, afirmando que foi obra de Israel.
  • O pesquisador Danny Citrinowicz afirmou que o episódio representa um “ponto de virada” e pode indicar uma mudança no posicionamento do governo americano em relação aos ativos energéticos do Irã.
  • Ele ressaltou que, apesar do provável aumento nos preços globais do petróleo e do gás, a ação sugere uma reavaliação estratégica por parte dos EUA.

O ataque a campos de gás do Irã, ocorrido em 18 de março, é visto por especialistas como ponto de virada na guerra. A agressão envolve instalações de petróleo e gás no Irã e pode impactar o fornecimento global, segundo a análise inicial.

Fontes iranianas semioficiais Fars e Tasnim afirmaram que áreas estratégicas do setor energético foram atingidas em ações conjuntas dos EUA e de Israel, com equipes de emergência trabalhando para conter incêndios.

Uma autoridade americana disse à CNN que os EUA não conduziram o ataque, apontando Israel como responsável pela operação.

Segundo Danny Citrinowicz, pesquisador sênior do Programa Irã e o Eixo Xiita, o episódio pode provocar retaliação iraniana e pressões nos preços globais de energia, além de sinalizar uma mudança na postura do governo americano.

Citrinowicz destacou que a reação do Irã é provável, aumentando a percepção de riscos para a região e para o setor energético mundial. O especialista também mencionou que a decisão representa uma reavaliação de estratégias anteriores.

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