- O Hong Kong International Cultural Summit 2026 acontece em 22 e 23 de março, reunindo líderes culturais de 14 países na West Kowloon Cultural District para debater como as instituições reimaginam seu relacionamento com as comunidades.
- Três nomes-chave falam no evento: Suhanya Raffel (M+, Museum Director), Louis Ng (Hong Kong Palace Museum), e Betty Fung (West Kowloon Cultural District Authority).
- M+ foi criado com foco na participação pública e na desconstrução de visões canônicas da história da arte, buscando diálogo com comunidades de diversas regiões e experiências.
- O West Kowloon é apresentado como ecossistema cultural holístico, com museus, artes performativas, parque de arte, áreas de convivência e infraestrutura comercial, promovendo uma experiência cultural integrada.
- Desafios incluem financiamento contínuo, dependência de desenvolvimento comercial para sustentar operações e a necessidade de talentos locais; há 21 Memorandos de Entendimento assinados desde 2024 com instituições globais, além de planos de ampliar parcerias e programas de intercâmbio.
O Hong Kong International Cultural Summit retorna aos dias 22 e 23 de março, no West Kowloon Cultural District (WestK). Chegam líderes culturais de 14 países para debater como as instituições reimaginam o relacionamento com as comunidades.
Entre os participantes estão Suhanya Raffel, diretora do M+; Louis Ng, diretora do Hong Kong Palace Museum; e Betty Fung, CEO do West Kowloon Cultural District Authority. O objetivo é pensar a evolução cultural da cidade e do distrito.
O WestK funciona como ecossistema cultural. A cidade abriga museus, palcos, parques, comércio e moradia, tudo em um modelo de placemaking que busca engajar o público de forma orgânica.
Abordagens e públicos
Suhanya Raffel destaca que o M+ nasceu com consulta pública para ser uma instituição transdisciplinar, com arte, design e cinema. O objetivo é ampliar vozes regionais e dialogar com perspectivas diversas.
Louis Ng aponta que o público do Palace Museum é jovem, com média de 33 anos. Labels extensos já não afastam visitantes; há demanda por informações mais ricas nos textos expostos.
A conversa também aborda como chegar a diferentes idiomas e faixas etárias. Ng cita planos de ampliar textos em coreano, japonês e árabe, além de explorar IA para personalização da visita.
Desafios e propostas
Betty Fung frisa a diferença de financiamento: WestK não recebe verbas recorrentes do governo, dependendo de um endowment inicial e de desenvolvimentos comerciais. A proximidade com a Guangdong-Hong Kong-Macau Greater Bay Area amplia o hinterlândia cultural.
Outro desafio é a formação de talento local, com a criação da WestK Academy para desenvolver profissionais na área. A cooperação com redes internacionais também é vista como vantagem competitiva.
Resultados e metas
Raffel afirma que o M+ recebeu mais de 10,8 milhões de visitantes desde a abertura, com 2,6 milhões no último ano. A maioria tem entre 18 e 44 anos, e 60-70% vem de fora de Hong Kong.
Ng ressalta parcerias internacionais: desde a abertura do Palace Museum, houve 14 exposições com museus globais, fortalecendo a dialogue entre civilizações.
Fung reforça o objetivo de transformar WestK em plataforma de intercâmbio entre Leste e Oeste. Ela cita MOUs já assinados e prevê resultados como exposições itinerantes e intercâmbio de talentos.
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