- Costa Rica encerrou a embaixada em Havana e expulsou diplomatas cubanos, alegando necessidade de “limpar o hemisfério de comunistas”.
- O presidente Rodrigo Chaves afirmou que o país não reconhece a legitimidade do regime cubano e que não há relações diplomáticas entre Costa Rica e Cuba neste momento.
- O chanceler Arnoldo Tinoco disse que Havana pode manter pessoal consular para atender cerca de 10 mil residentes cubanos; Costa Rica atenderá seus cidadãos via Panamá; a embaixada costarriquenha já estava sem diplomatas desde 5 de fevereiro.
- A medida segue a linha de aliados de Donald Trump, como o Equador, no esforço regional para combate ao narcotráfico com uso de força militar.
- Cuba enfrenta crise econômica agravada pela suspensão de petróleo venezuelano e pelo embargo dos Estados Unidos; o país mantém negociações com Washington e houve liberação de presos políticos em acordo mediado pelo Vaticano.
Na quarta-feira, 18, a Costa Rica fechou a Embaixada na Havana e expulsou diplomatas cubanos, alegando necessidade de limpar o hemisfério de comunistas. O governo costarriquenho afirmou que não reconhece a legitimidade do regime cubano diante de abusos aos direitos humanos.
O presidente Rodrigo Chaves declarou que o país não manterá relações diplomáticas com Cuba enquanto houver repressão e condições indignas para os cubanos. A Costa Rica disse que o consulado cubano em San José deve encerrar atividades.
De acordo com o chanceler Arnoldo Tinoco, Havana pode manter o pessoal consular para atender cerca de 10 mil cubanos residentes no país, enquanto Costa Rica prestará assistência aos seus cidadãos via Panamá. A embaixada costarriquenha já estava sem diplomatas desde 5 de fevereiro.
Contexto regional
A medida segue pressão de aliados de Washington, como o Equador, que expulsou o embaixador cubano em Quito em março. Costa Rica e Equador integram um bloco regional que busca combate ao narcotráfico com apoio militar dos EUA.
Cuba enfrenta crise econômica agravada pela suspensão do petróleo venezuelano desde janeiro, após mudanças políticas na Venezuela. O governo cubano, que negocia com os EUA, tem liberado alguns prisioneiros em acordo mediado pelo Vaticano.
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