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EUA aumenta pressão sobre Cuba, que recupera eletricidade após apagão

EUA aumentam pressão sobre Cuba por reformas de livre mercado; Cuba restabelece rede elétrica após apagão, em meio a crise econômica e tensões diplomáticas

Cuba sofreu com um apagão nacional nos últimos dias – foto: Adalberto Roque/AFP
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  • EUA pressionam Cuba por reformas de livre mercado, enquanto o país restabelece a rede elétrica após apagão nacional.
  • Cuba anunciou, na véspera, abertura para investimento da diáspora em bancos, agricultura e infraestrutura, em meio a negociações com Washington.
  • O secretário de Estado, Marco Rubio, disse que os anúncios não são suficientes; o Departamento de Estado afirmou que o povo cubano busca serviços básicos e liberdade.
  • Havana acusa os EUA de manter guerra econômica e diz que não mudará seu sistema político; Diaz-Canel promete resistência diante das ameaças.
  • O apagão afetou 15 províncias; o Sistema Eletroenergético Nacional foi restabelecido, mas há déficit de geração; a região também registrou um terremoto de magnitude 5,8 sem vítimas.

O governo dos Estados Unidos intensificou, na terça-feira 17, a pressão sobre Cuba para acelerar reformas de livre mercado. Enquanto isso, Havana conseguiu restabelecer a rede elétrica após um apagão que atingiu o país inteiro.

O Biden administration reiterou demandas por mudanças econômicas, citando a necessidade de maior participação da diáspora cubana e de investimentos em setores como bancos, agricultura e infraestrutura. Do outro lado, Cuba diz estar em negociações com Washington.

O Departamento de Estado americano ressaltou que protestos em Cuba refletem demandas por serviços básicos, subsistência e fim da tirania. Havana respondeu acusando os EUA de manter guerra econômica e ameaças de intervenção militar.

Em Washington, o ministro de Relações Exteriores cubano, Carlos Fernández de Cossío, afirmou que o governo dos EUA usa o pretexto de reformas para pressionar o regime, e que o governo cubano não aceitará interferência em seu sistema econômico.

Tanieris Diéguez, representante cubana nos EUA, disse que há espaço para negociações, mas sem exigir mudanças no sistema político. Ela destacou que as negociações não devem tratar do modelo de governo de cada país.

Na véspera, o ex-presidente Donald Trump discutiu ações futuras, sugerindo ações rápidas contra Cuba. Diaz-Canel, em resposta, prometeu resistência diante das pressões.

Restabelecimento da energia

A UNE informou que o Sistema Eletroenergético Nacional foi restabelecido, com 15 províncias reconectadas. Entretanto, novos apagões programados podem ocorrer devido ao déficit de geração.

Uma voz de morador citada pela AFP descreveu a vida sob racionamento: apenas algumas horas de luz por dia tornam a rotina quase inviável. A rede cubana depende de oito usinas termelétricas antigas.

A crise energética acompanha o ambiente político desde o corte dos envios de petróleo da Venezuela, em resposta à captura de Nicolás Maduro e a ameaças a outros fornecedores. O governo cubano adotou medidas de racionamento para manter serviços essenciais.

Nesta terça-feira, um terremoto de magnitude 5,8 sacudiu a costa cubana, sem vítimas ou danos relatados, conforme autoridades locais. A sequência de eventos mostra um cenário de tensões internas e externas para Havana.

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