- Analistas dizem que a estrutura de poder do Irã superou o choque inicial dos ataques dos EUA e de Israel, com a Guarda Revolucionária mantendo ações em várias frentes.
- A morte do chefe da Segurança Nacional, Ali Larijani, e do comandante da força Basij, Gholamreza Soleimani, não enfraquou o regime; o aparato permanece operacional.
- O Comando Central dos EUA afirma que, nas últimas duas semanas, o Irã lançou mais de 300 ataques contra diversos países da região; Saudi Arabia interceptou mais de 60 drones, e os Emirados Árabes Unidos registraram morte e ferido em Abu Dhabi.
- A Guarda Revolucionária passou a atuar como rede descentralizada, com comandos provinciais amplos, sob supervisão do líder religioso Mojtaba Khamenei.
- Especialistas destacam que estruturas conectadas da Guarda, da força exterior Quds e do conglomerado Khatam al Anbia tornam difícil uma renúncia rápida ou colapso do poder; a continuidade da guerra é vista como provável.
O Irã tem mantido sua estrutura de poder apesar dos ataques dos EUA e de Israel, que começaram há cerca de 18 dias. A morte do líder supremo Ali Khamenei não ocorreu, mas mudanças na liderança foram registradas. Analistas destacam resistência da Guarda Revolucionária.
A morte de Ali Larijani, chefe da Segurança Nacional, na mais recente rodada de ataques, foi confirmada nesta terça-feira. Também houve a morte de Gholamreza Soleimani, comandante da força Basij, segundo relatos de agências e autoridades locais.
O Comando Central dos EUA (Centcom) informou que, nas últimas duas semanas, o Irã lançou mais de 300 ataques contra países da região, incluindo Omã, Arábia Saudita, Israel, Jordânia, Emirados Árabes, Catar e Iraque.
Estruturas de comando
O ministro de Exterior Abbas Araghchi afirmou que não haverá cessar-fogo enquanto houver ataques contra alvos iranianos. A Guarda Revolucionária é apontada como principal resposta, com atuação descentralizada e capacidade de adaptação.
A Guarda Revolucionária, criada após a Revolução Islâmica de 1979, atua ao lado do Exército regular. O grupo está sob o comando do líder religioso Ali Khamenei e tem estimativa de até 200 mil soldados, com alcance que se estende pelo Oriente Médio.
Segundo especialistas, a estrutura em rede da Guarda Revolucionária permite que comandos provinciais operem de forma autônoma. A rede abrange a unidade de elite Quds e milícias apoiadas pelo Irã.
Desdobramentos regionais
Autoridades dos Emirados Árabes Unidos relataram uma morte em Abu Dhabi e feridos por destroços de projéteis iranianos. A embaixada dos EUA em Bagdá também foi alvo de ataque com drones e pólvora, em carros de combate e navios de várias plataformas no Golfo.
Analistas destacam que o Irã pode manter ações de retaliação sem depender de um colapso do regime. A continuidade de ataques contribui para a pressão econômica global, especialmente pelo controle do Estreito de Ormuz.
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