- O magnata francês Vincent Bollore vai a julgamento por corrupção e peculato envolvendo campanhas eleitorais em Togo e na Guiné, nos anos de 2009, 2010 e 2011.
- Ele é suspeito de ter subornado autoridades estrangeiras em Puteaux, subúrbio de Paris, durante as campanhas de Faure Gnassingbé, no Togo, e Alpha Condé, na Guiné.
- A investigação formal foi aberta em 2018, com acusações de que a empresa dele cobrava menos pelo trabalho feito para os candidatos em troca de contratos portuários.
- O Grupo Bollore, controlado pela família, já teve ativos logísticos na África e os vendeu para o MSC Group em 2022; o grupo também tem ligações relevantes com a Vivendi e a Havas.
- Dois co réus foram apontados: Gilles Alix, ex-membro do conselho da Vivendi, e Jean-Philippe Dorent, atual chefe da Havas International Consulting; representantes de Bollore não comentaram.
Bolloré, magnata francês, deverá ir a julgamento acusado de corrupção e apropriação indébita em relação a campanhas eleitorais em Togo e Guiné entre 2009 e 2011. A acusação aponta pagamento de subornos a autoridades estrangeiras envolvidas nos pleitos.
O Ministério Público francês informou que Vincent Bolloré é suspeito de ter favorecido funcionários estrangeiros durante as campanhas presidenciais de Faure Gnassingbé, em Togo, e Alpha Condé, na Guiné, em troca de benefícios para contratos portuários.
Bolloré já havia sido colocado sob investigação formal em 2018 por alegações de cobrança abaixo do devido por serviços prestados a candidatos presidenciais na Guiné e no Togo. O conglomerado Bolloré Group, controlado pela família, já vendeu ativos africanos de logística à MSC em 2022.
Implicações legais
Além de Bolloré, dois co-réus aparecem na ação: Gilles Alix, ex-membro do conselho da Vivendi, e Jean-Philippe Dorent, atual chefe da Havas International Consulting. As informações são de público divulgado pelo Ministério Público. Representantes da defesa não comentaram de imediato.
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