- John Bolton, ex-assessor de segurança nacional dos Estados Unidos, chama a guerra do Irã de “guerra da Europa” e critica a inação de líderes europeus.
- Em entrevista à Euronews, ele diz que a falta de envolvimento da União Europeia é um “erro” que pode levar o presidenteDonald Trump a deixar de apoiar a Ucrânia contra a invasão russa.
- Bolton afirma que a Europa corre risco de ataques nucleares se o Irã obtiver armas nucleares, destacando a capacidade de mísseis para atingir a Europa Central e Oriental.
- O ex-assessor também aponta que a pouca vontade política na UE para atuar na guerra do Irã poderia ser interpretada como convite a Trump para encerrar o envolvimento dos EUA na Ucrânia.
- A declaração ocorreu durante a cobertura de uma cúpula da União Europeia em Bruxelas, onde líderes discutem a guerra no Oriente Médio, a crise energética e o veto húngaro a um empréstimo de 90 bilhões para a Ucrânia.
John Bolton, ex-assessor de segurança nacional de Donald Trump, afirmou que a posição da Europa na guerra do Irã é um erro que pode levar o presidente norte-americano a revisar o apoio à Ucrânia diante da invasão da Rússia.
Em entrevista à Euronews, Bolton, que já foi embaixador dos EUA na ONU, classificou o conflito no Irã como uma guerra europeia, destacando que a Europa corre risco de ataques nucleares caso Teerã obtenha armas nucleares.
A crítica ocorre enquanto o conflito envolvendo EUA e Israel no Irã entra na quarta semana, com líderes europeus relutantes em ampliar o envolvimento bélico. Trump tem feito cobranças públicas à Europa.
Contexto europeu, riscos estratégicos
Bolton afirma que a falta de vontade política no bloco pode soar como convite para que os EUA decidam que a Ucrânia não é mais uma guerra americana, sinalizando uma possível mudança de prioridades na política externa.
Segundo ele, as ações de Trump visam alterar o equilíbrio regional, mas há potencial de reversão caso o regime iraniano permaneça intacto. Em suas palavras, o risco nuclear e o terrorismo podem voltar a crescer.
A declaração foi feita durante uma videochamada com a Euronews, sob a margem de uma cúpula europeia em Bruxelas, onde se discute o conflito no Oriente Médio, a crise energética e o veto húngaro a um empréstimo de 90 bilhões de euros para a Ucrânia.
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