- O Irã atingiu o campo de gás Pars e a cidade industrial Ras Laffan, no Catar, após prometer ataques a alvos de petróleo e gás no Golfo.
- A Arábia Saudita interceptou quatro mísseis balísticos em direção a Riad e houve uma tentativa de ataque de drones a uma instalação de gás no leste do país; o Catar relatou danos extensos.
- Os preços do petróleo dispararam, com o Brent acima de US$ 108 por barril; o setor de energia global enfrenta incertezas e mercados acionários recuam.
- O diesel nos Estados Unidos já supera US$ 5 por galão pela primeira vez desde a inflação de 2022, elevando tensões econômicas internas.
- O Irã listou alvos regionais e pediu evacuação de instalações de petróleo e gás; o Estreito de Ormuz, estratégico para o suprimento global, foi fechado pelo Irã.
O Irã atingiu o centro de energia do Catar, Ras Laffan, e armas foram lançadas contra alvos na Arábia Saudita, em uma escalada da guerra que elevou os preços do petróleo. O ataque ocorreu nesta quarta-feira, cerca de um mês após promessas de ataques a instalações de petróleo e gás na região do Golfo.
A ofensiva mirou o setor de gás Pars, no Irã, e também atingiu o Catar, com danos relatados na cidade industrial de Ras Laffan, principal polo energético do Catar. Trabalhadores foram evacuados e a mídia estatal informou que o incêndio está sob controle.
A Arábia Saudita disse ter interceptado quatro mísseis balísticos em direção a Riad e freado uma tentativa de ataque de drones a uma instalação de gás no leste do país. O governo saudita classificou as ações como agressão direta contra sua infraestrutura energética.
Os mercados reagiram com alta: o petróleo Brent subiu cerca de 5%, ultrapassando os US$ 108 por barril, e houve recuo nos índices de ações. Os analistas apontam riscos de desorganização no fornecimento global de energia diante da escalada.
Nos EUA, o governo responsabiliza o Irã pela deterioração regional, enquanto a administração analisa medidas para conter impactos nos custos de energia. Dados de fevereiro mostram que os preços ao produtor subiram, com expectativa de alta adicional conforme o conflito cresce.
O Irã informou que listou alvos regionais de petróleo e gás, entre eles a Refinaria Samref e o Complexo Jubail na Arábia Saudita, o Campo de Gás Al Hosn dos Emirados e o Complexo Mesaieed no Catar, orientando evacuações imediatas. As informações foram veiculadas pela agência Fars.
O Catar responsabilizou Israel pelo ataque, ainda sem reconhecimento oficial de nenhum dos países envolvidos. Em resposta, as autoridades catarenses afirmaram que a ação é perigosa para a segurança energética global, com apoio de aliados dos EUA no Golfo. Emirados Árabes Unidos também condenaram o ataque.
Na região, o conflito já tem implicações para o transporte marítimo da área, de grande importância para o abastecimento global. O Estreito de Ormuz, crucial para o fluxo de petróleo e gás, permanece fechado pela autoridade iraniana, elevando a tensão internacional.
A União Europeia, por meio de sua chefe de Política Externa, informou que a passagem segura pelo Estreito é prioridade para a Europa e que o bloco busca uma solução diplomática para o conflito. A tensão entre blocos regionais aumenta o risco de novas retaliações.
No fim da tarde, o Irã realizou ataques retaliatórios apoiados por seus aliados, atingindo alvos estratégicos em Israel e bases americanas em várias nações da região, ampliando o escopo das hostilidades e complicando trajetórias diplomáticas.
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