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Irã atinge centro de energia do Catar e mira alvos na Arábia Saudita

Ataque iraniano atinge centro de energia no Catar e mira Arábia Saudita; petróleo dispara e risco de interrupção regional persiste

Smoke is left in the sky after reported Iranian missile attacks, following strikes by the United States and Israel against Iran, as seen from Doha, Qatar, February 28, 2026. REUTERS/Mohammed Salem
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  • O Irã atingiu o campo de gás Pars e a cidade industrial Ras Laffan, no Catar, após prometer ataques a alvos de petróleo e gás no Golfo.
  • A Arábia Saudita interceptou quatro mísseis balísticos em direção a Riad e houve uma tentativa de ataque de drones a uma instalação de gás no leste do país; o Catar relatou danos extensos.
  • Os preços do petróleo dispararam, com o Brent acima de US$ 108 por barril; o setor de energia global enfrenta incertezas e mercados acionários recuam.
  • O diesel nos Estados Unidos já supera US$ 5 por galão pela primeira vez desde a inflação de 2022, elevando tensões econômicas internas.
  • O Irã listou alvos regionais e pediu evacuação de instalações de petróleo e gás; o Estreito de Ormuz, estratégico para o suprimento global, foi fechado pelo Irã.

O Irã atingiu o centro de energia do Catar, Ras Laffan, e armas foram lançadas contra alvos na Arábia Saudita, em uma escalada da guerra que elevou os preços do petróleo. O ataque ocorreu nesta quarta-feira, cerca de um mês após promessas de ataques a instalações de petróleo e gás na região do Golfo.

A ofensiva mirou o setor de gás Pars, no Irã, e também atingiu o Catar, com danos relatados na cidade industrial de Ras Laffan, principal polo energético do Catar. Trabalhadores foram evacuados e a mídia estatal informou que o incêndio está sob controle.

A Arábia Saudita disse ter interceptado quatro mísseis balísticos em direção a Riad e freado uma tentativa de ataque de drones a uma instalação de gás no leste do país. O governo saudita classificou as ações como agressão direta contra sua infraestrutura energética.

Os mercados reagiram com alta: o petróleo Brent subiu cerca de 5%, ultrapassando os US$ 108 por barril, e houve recuo nos índices de ações. Os analistas apontam riscos de desorganização no fornecimento global de energia diante da escalada.

Nos EUA, o governo responsabiliza o Irã pela deterioração regional, enquanto a administração analisa medidas para conter impactos nos custos de energia. Dados de fevereiro mostram que os preços ao produtor subiram, com expectativa de alta adicional conforme o conflito cresce.

O Irã informou que listou alvos regionais de petróleo e gás, entre eles a Refinaria Samref e o Complexo Jubail na Arábia Saudita, o Campo de Gás Al Hosn dos Emirados e o Complexo Mesaieed no Catar, orientando evacuações imediatas. As informações foram veiculadas pela agência Fars.

O Catar responsabilizou Israel pelo ataque, ainda sem reconhecimento oficial de nenhum dos países envolvidos. Em resposta, as autoridades catarenses afirmaram que a ação é perigosa para a segurança energética global, com apoio de aliados dos EUA no Golfo. Emirados Árabes Unidos também condenaram o ataque.

Na região, o conflito já tem implicações para o transporte marítimo da área, de grande importância para o abastecimento global. O Estreito de Ormuz, crucial para o fluxo de petróleo e gás, permanece fechado pela autoridade iraniana, elevando a tensão internacional.

A União Europeia, por meio de sua chefe de Política Externa, informou que a passagem segura pelo Estreito é prioridade para a Europa e que o bloco busca uma solução diplomática para o conflito. A tensão entre blocos regionais aumenta o risco de novas retaliações.

No fim da tarde, o Irã realizou ataques retaliatórios apoiados por seus aliados, atingindo alvos estratégicos em Israel e bases americanas em várias nações da região, ampliando o escopo das hostilidades e complicando trajetórias diplomáticas.

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