- Os países membros da OSCE aprovaram o orçamento pela primeira vez em cinco anos, em Viena, após pressões de cortes dos Estados Unidos.
- Os cortes somaram 15 milhões de euros, cerca de 10% do orçamento de 2021, que estava congelado desde então.
- A queda no envelope financeiro deve reduzir o quadro de funcionários, com mais de 100 de cerca de 2 mil membros deixando a organização.
- A decisão ocorreu sob a presidência rotativa da Suíça, com a OSCE enfatizando a continuidade da integração operacional e reformas para financiamento sustentável.
- Os EUA defenderam que o orçamento seja reduzido e que a organização retorne às funções centrais; a aprovação foi unânime entre os estados participantes.
A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) aprovou, pela primeira vez em cinco anos, um orçamento com cortes exigidos pelos Estados Unidos. A decisão ocorreu em Viena, nesta quinta-feira, durante reunião de todos os estados participantes.
AOS 57 membros da OSCE, incluindo Canadá, Rússia e grande parte da Europa e da Ásia Central, a redução busca assegurar funcionamento operacional e finanças sustentáveis a longo prazo, segundo o organismo.
Segundo diplomatas, o corte total fica em torno de 15 milhões de euros, cerca de 10% do orçamento de 2021, já parcialmente congelado desde então. O efetivo também sofrerá ajustes.
Em nota, a OSCE informou que a redução afetará o quadro de funcionários, que hoje soma perto de 2 mil, com mais de 100 desligamentos. O objetivo é manter eficiência administrativa com menos recursos.
Ignazio Cassis, ministro das Relações Exteriores da Suíça, que preside a OSCE neste ano, destacou que a organização continua sendo um espaço de diálogo, mesmo em momentos de tensões.
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