- O Departamento de Defesa dos Estados Unidos vai pedir ao Congresso uma verba extraordinária de 200 bilhões de dólares para financiar a guerra contra o Irã.
- O secretário de Defesa, Peter Hegseth, afirmou na coletiva no Pentágono que é necessário dinheiro para “matar os maus” e que a guerra prossegue conforme o planejado, sem prazo definido.
- A solicitação pode sofrer alterações: o objetivo é garantir recursos para o que já foi feito e para o que for necessário no futuro, incluindo reposição e aumento de munição e equipamentos, segundo Hegseth e o chefe do Estado-Major, Dan Caine.
- Esse valor representa cerca de um quarto do orçamento total do Pentágono neste ano, quase 900 bilhões de dólares; ainda não está claro se o Congresso aprovará um montante tão alto, diante da impopularidade do conflito.
- O foco dos ataques continua no setor petrolífero iraniano, com autoridades dizendo que os objetivos — como o programa de mísseis e a indústria militar — estão sendo atingidos, e que dezenas de alvos foram identificados e atacados.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos pretende pedir ao Congresso uma linha de financiamento extraordinária de 200 bilhões de dólares para sustentar a ofensiva contra o Irã. A informação foi confirmada nesta quinta-feira pelo secretário de Defesa, Peter Hegseth, em coletiva noPentágono. Ele afirmou que há necessidade de recursos para manter as tropas equipadas e prontas.
Hegseth disse ainda que o montante pode sofrer alterações à medida que o governo avalia as necessidades futuras. Ele explicou que a solicitação visa garantir o reabastecimento de munição e de equipamentos, além de ampliar a capacidade de ações militares. A declaração foi feita em conjunto com o chefe do Estado-Maior, Dan Caine.
O montante representaria cerca de um quarto do total orçado para o Pentágono neste ano, que gira em torno de 900 bilhões de dólares. A medida, no entanto, enfrenta ceticismo no Congresso devido à oposição pública ao conflito.
Montante e contexto orçamentário
Hegseth ressaltou que o objetivo é manter o poder de resposta dos EUA e preservar a capacidade de futuras ações. O secretário apontou que o apoio financeiro também seria usado para sustentar o material utilizado em operações recentes.
O ministro evitou fixar prazos para o fim da ofensiva, dizendo que a vigilância de inteligência permite identificar alvos com maior rapidez. A decisão de terminar o conflito, frisou, cabe ao presidente Donald Trump.
Desdobramentos militares e estratégias
Ao falar sobre reforços, Hegseth não confirmou planos de envio maciço. Ele mencionou um grupo anfíbio e cerca de 2.500 fuzileiros navais que chegam à região na próxima semana, com o objetivo de manter o Estreito de Ormuz aberto para o tráfego de petróleo.
As ações ocorrem num momento de alta tensão na região, com ataques à indústria de petróleo do Golfo e com a escalada do conflito após ataques a instalações de produção. O governo dos EUA descreve a ofensiva como parte de uma estratégia de restrição ao programa bélico iraniano.
Perspectivas e declarações oficiais
Hegseth afirmou que os objetivos incluem desmontar o programa de mísseis de Irã e dificultar a capacidade do país de obter armas nucleares. De acordo com o titular, os EUA teriam atingido milhares de alvos, incluindo submarinos iranianos e navios de guerra, destacando impactos significativos no arsenal adversário.
O Pentágono informou que a ofensiva continua em andamento, sob coordenação com aliados na região. Também foi enfatizado que as ações visam manter a superioridade militar dos EUA e proteger interesses estratégicos no Oriente Médio.
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