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Accor inicia apuração sobre acusações de tráfico de crianças na Ucrânia

Accor abre investigação interna e contrata externa após acusações de tráfico de crianças na Ucrânia, feitas pela Grizzly Research e que atingiram ações

Accor Hotels logo
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  • O relatório do fundo Grizzly Research afirma que mais de vinte hotéis da Accor teriam abrigado crianças ucranianas destinadas à adoção na Rússia.
  • A Accor negou envolvimento, afirmou ter aberto apuração interna e contratado uma empresa externa para investigar as acusações.
  • As ações da empresa caíram mais de 8% na bolsa de Paris após a publicação das alegações.
  • Segundo o relatório, hotéis em vinte países teriam aceitado reservas mesmo com indícios de abuso; alguns hotéis russos teriam se recusado a repassar informações à sede na França.
  • A Accor disse que treina funcionários para identificar sinais de tráfico e que pode tomar medidas legais se as acusações forem comprovadas; o contexto internacional aponta para investigações sobre deportação ilegal de crianças.

A Accor, grupo hoteleiro francês, abriu uma investigação interna após acusações de tráfico infantil envolvendo hotéis da rede na Ucrânia. AGrizzly Research, fundo de hedge americano, afirma que hotéis da Accor teriam abrigado crianças ucranianas para adoção ilegal na Rússia, segundo relatório publicado.

A Accor nega qualquer envolvimento em tráfico de pessoas e ressaltou ter iniciado apuração interna e contratado uma firma externa para analisar as alegações. A empresa informou que pode tomar medidas legais caso as acusações se confirmem.

A divulgação levou a queda de mais de 8% das ações da Accor na bolsa de Paris na quinta-feira, após o protocolo do relatório. O grupo afirmou que treina constantemente equipes para identificar sinais de tráfico e que realiza auditorias internas regulares.

Resposta da Accor

Segundo a empresa, a investigação interna está em andamento para esclarecer os fatos. A Accor reforçou que não há confirmação de envolvimento com atividades de exploração de pessoas ou crianças conforme descrito no relatório.

Grizzly Research sustenta que mais de 20 hotéis da Accor teriam aceitado abrigar crianças ucranianas com destino a adoção na Rússia. O documento afirma que alguns hotéis russos disseram não repassar informações confidenciais à sede na França.

A apuração menciona ainda que, desde fevereiro de 2026, pesquisadores enviaram e-mails solicitando reservas a mais de 200 hotéis da rede, com pedidos que continham indícios de abuso infantil. Relatos adicionais alegam participação de hotéis da rede em outros países.

Antecedentes e contexto

O texto aponta que, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, a Accor suspendeu a abertura de novos hotéis na Rússia em fevereiro de 2022, mas permaneceu operando mais de 50 unidades no país para apoiar funcionários. A companhia justificou a decisão pela necessidade de manter operação e empregos.

O relatório também liga o tema a acusações de exploração em outros países, além de citar suposta ligação entre o CEO Sébastien Bazin e o ex-condenado Jeffrey Epstein. A Accor afirmou que conduz auditorias internas contínuas e que se reserva o direito de tomar medidas legais contra os envolvidos, caso as alegações se comprovem.

O documento menciona ainda que a Organização das Nações Unidas classifica transferências de crianças ucranianas para a Rússia como possíveis crimes de guerra e de humanidade. Em 2023, o Tribunal Penal Internacional emitiu mandados de prisão contra o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e a ombudsperson das crianças, Maria Lvova-Belova, por deslocamento forçado de menores.

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