- Cuba rejeita qualquer negociação sobre seu sistema político ou o mandato de seu presidente em conversas com os Estados Unidos, afirma o vice‑ministro Carlos Fernández de Cossio.
- O país reconheceu ter entrado em negociações com Washington devido ao bloqueio petrolífero imposto pelo governo americano, que agrava a crise econômica.
- Relatos do USA Today e do New York Times indicaram que a administração Trump avaliaria destituir Díaz-Canel, mantendo a influência da família Castro.
- Em Cuba, o poder está amplamente distribuído entre o Partido Comunista, o governo e as Forças Armadas, diferente do modelo de décadas anteriores.
- Fernández de Cossio ressaltou que existem temas de interesse mútuo, como comércio e compensação econômica, que exigem diálogo entre as partes.
Cuba rejeita a ideia de negociar o mandato do presidente em tratativas com os Estados Unidos. O governo cubano afirmou que o sistema político não está em negociação, nem a posição de qualquer funcionário, em coletiva nesta sexta-feira, 20. O comentário veio após relatos de Washington sobre pressão para afastar Miguel Díaz-Canel.
O país reconheceu, recentemente, ter entrado em conversas com EUA em meio ao embargo petrolífero imposto por Donald Trump, que agrava a crise econômica. Fontes da imprensa estrangeira afirmaram que Washington discutia acordos econômicos que poderiam incluir uma saída para Díaz-Canel.
Relatos do USA Today e do New York Times apontaram possíveis caminhos para reduzir restrições comerciais, mantendo aberta a influência da família Castro. Díaz-Canel sustenta mandato de 2018; Raúl Castro, até hoje, mantém influência relevante no Partido Comunista.
Contexto político em Cuba
Segundo o vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossio, não houve detalhamento sobre onde e quando as negociações ocorrem, nem sobre conteúdos específicos. Ele enfatizou que questões de interesse comum, como comércio entre os dois países, podem ser discutidas, desde que haja diálogo.
Cossio sublinhou ainda que a compensação econômica é tema de longa data entre Cuba e EUA, incluindo reivindicações históricas de cubanos e de cidadãos americanos. O objetivo, segundo ele, é manter o canal de diálogo ativo.
O emaranhado institucional em Cuba é destacado pela existência de várias estruturas de poder no Partido Comunista, no governo e nas forças armadas. A governança não está concentrada apenas no presidente, diferentemente do período inicial da revolução.
O Ministério das Relações Exteriores não forneceu mais detalhes sobre as tratativas bilaterais, mantendo o sigilo sobre a natureza e o andamento das negociações. A posição oficial é de que o sistema cubano não está em negociação com os EUA.
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