- Desabamento de uma montanha de resíduos de 50 metros no lixão Bantargebang, o maior de Jacarta, após dias de chuvas intensas; ao menos sete pessoas morreram.
- As vítimas incluem dois motoristas de caminhão de lixo, três catadores e dois feirantes; seis pessoas conseguiram escapar; até o dia dez de março não houve novos relatos de desaparecidos.
- O ministro do Meio Ambiente classificou o ocorrido como alerta grave sobre a gestão de resíduos da região, ressaltando que o local abriga cerca de oitenta milhões de toneladas, muito acima da capacidade segura.
- A lei de 2009 prevê prisão de cinco a dez anos e multas de até dez bilhões de rúpias em casos de negligência que resultem em morte; há investigação formal contra a gestão do local.
- A prefeitura de Jacarta planeja que Bantargebang passe a armazenar apenas resíduos inorgânicos, com melhoria na separação de resíduos e a operação de uma unidade de combustível derivado de rejeitos capaz de processar mil toneladas por dia.
O desmoronamento ocorreu no aterro Bantargebang, em Jacarta, o maior da cidade, após dias de chuvas intensas que destabilizaram o monte de resíduos de cerca de 50 metros. Sete mortes foram confirmadas, com o episódio sendo classificado como grave falha no sistema de manejo de resíduos.
Entre as vítimas estavam dois motoristas de caminhão de lixo, três catadores e dois vendedores de barraca de alimentação, que trabalhavam ou estavam próximos ao aterro no momento do desabamento. Seis pessoas conseguiram fugir; até 10 de março, não houve relatos de novos desaparecidos.
Gerência de resíduos e responsabilização
O ministro do Meio Ambiente, Hanif Faisol Nurofiq, chamou o ocorrido de “indicador da falha” na gestão de resíduos de Jacarta. Após vistoria, afirmou que o desastre é um alerta para interromper o descarte a céu aberto. O local abriga cerca de 80 milhões de toneladas de lixo, muito acima da capacidade segura.
Nurofiq destacou que uma lei de 2009 prevê prisão de 5 a 10 anos e multas de até 10 bilhões de rupias em casos de negligência que resulte em morte. O ministério abriu investigação formal contra a gestão do site.
Contexto local e histórico
Moradores próximos expressaram frustração. Putri Yorika, a 2 km do aterro, descreveu a instalação como uma “bomba-relógio” e apontou acúmulo diário de lixo sem tratamento. Forças de segurança e organizações ambientais registraram episódios anteriores de deslizamentos e desmoronamentos na região.
O Bantargebang já registrou tragédias anteriores, como deslizamentos de 2003 e 2006 que soterraram catadores. Em janeiro de 2026, houve o desabamento de uma fundação que arrastou três caminhões para o leito de um rio. As informações são associadas pela ONG Walhi, apontando múltiplos desabamentos recentes na Grande Jacarta.
Perspectivas e plano de longo prazo
Especialistas destacam a necessidade de tratar resíduos como processamento, não apenas descarte, para evitar elevações perigosas. As autoridades planejam, a longo prazo, transformar Bantargebang para armazenar apenas resíduos inorgânicos, com melhoria na separação de resíduos e no processamento de combustível obtido a partir de rejeitos em Rorotan, no norte da cidade.
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