- O Irã afirmou que países que ajudarem os Estados Unidos a reabrir o Estreito de Ormuz serão considerados cúmplices na agressão militar.
- A declaração foi feita pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, em conversa com o chanceler japonês, Toshimitsu Motegi, na quinta-feira (19).
- O Irã responsabiliza Washington pela instabilidade na região e pelas consequências econômicas decorrentes da insegurança no estreito, que representa cerca de vinte por cento do petróleo mundial.
- O estreito permanece praticamente fechado desde o fim de fevereiro, após operação coordenada entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, elevando temores de interrupções no abastecimento global.
- Países europeus, Japão e aliados dos Estados Unidos sinalizaram disposição de ajudar a manter a passagem segura, enquanto Trump pediu apoio de aliados para garantir a passagem de petroleiros.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que países que ajudarem os Estados Unidos a reabrir o Estreito de Ormuz serão considerados cúmplices na agressão militar. A fala ocorreu em reunião com o chanceler japonês, Toshimitsu Motegi, na quinta-feira (19).
O Itinerário do Irã reforçou que a situação atual resulta de uma guerra imposta pelos EUA e Israel. O chanceler iraniano disse que o governo de Donald Trump deve ser responsabilizado pelas consequências econômicas da insegurança na região.
O Estreito de Ormuz, rota que responde por cerca de 20% do petróleo mundial, permanece quase fechado desde o fim de fevereiro, após ataques coordenados entre EUA e Israel contra o Irã. O mercado teme interrupções no fornecimento global de petróleo.
Reação internacional e esforço de aliados
Países europeus afirmaram disponibilidade para colaborar com a passagem segura de petroleiros, destacando que interferência no transporte marítimo eleva riscos à paz e à segurança internacionais. A chamada inclui suspensão de ataques.
Trump pediu apoio de aliados para assegurar a passagem pelo estreito, mencionando ainda a Otan e países como China, Japão e Coreia do Sul. Inicialmente, havia relutância, mas houve sinalização de cooperação após alta no preço do Brent.
No cenário regional, ataques recentes levaram a uma escalada que envolve Irã, Estados Unidos, Israel e aliados. A cadeia de eventos impacta também o Golfo, com ataques de resposta entre Hezbollah, Israel e bases na região.
O conflito envolve ainda a atuação de drones iranianos em bases europeias no Oriente Médio e gestos de coordenação entre França, Alemanha e Reino Unido. O diálogo diplomático segue como eixo para evitar uma ampliação do confronto.
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