- O ministro das Relações Exteriores do Irã disse que permitir o uso de bases britânicas pelos Estados Unidos é “participação em agressão”.
- Abbas Araghchi criticou a postura do Reino Unido frente à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
- O Irã afirmou que o acesso às bases britânicas pelos americanos seria certamente considerado participação em agressão.
- Um porta-voz do governo britânico disse que o acesso foi concedido apenas para fins defensivos e limitados, em resposta aos ataques iranianos no Oriente Médio.
- O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, inicialmente rejeitou o uso de bases por Washington, mas participou da defesa contra retaliação após ataques a ativos britânicos.
O Irã classificou como participação em agressão a decisão do Reino Unido de permitir o uso de bases britânicas pelos Estados Unidos. O anúncio ocorreu após diálogo entre o ministro das Relações Exteriores iraniano e o correspondente britânico.
Abbas Araghchi afirmou que a autorização, no contexto da ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irã, representa uma participação direta de Londres no conflito. O chanceler apontou que a medida eleva a escalada regional e contraria a posição de neutralidade.
Um porta-voz do governo britânico respondeu que o acesso é concedido apenas para proteção defensiva e em atuação restrita, em resposta aos ataques iranianos no Oriente Médio. A comunicação enfatizou que não houve apoio a ataques iniciais.
Reação do Parlamento britânico e contexto
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, havia recusado, inicialmente, permitir o uso das bases em ataques ao Irã, por considerar a medida ilegal. Depois, participou da defesa britânica diante da retaliação iraniana após ataques a ativos no Oriente Médio.
As declarações reforçam a tensão entre Londres, Teerã e Washington, com a comunidade internacional monitorando a evolução do conflito. Autoridades iranianas destacam que a cooperação logística poderá ser interpretada como apoio a agressão.
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