- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a guerra no Irã e defendeu a criação de um estoque regulador de petróleo para reduzir impactos nos combustíveis em situações de conflito.
- Lula classificou a ação dos Estados Unidos como “intromissão” e criticou o aumento de diesel e gasolina pelo setor privado, alegando que o governo já retirou 32% dos impostos sobre os produtos.
- O governo zerou, na semana passada, as alíquotas do PIS e do Confins sobre a importação e comercialização do diesel e assinou medida provisória com subvenção ao diesel para produtores e importadores.
- Em cerimônia sobre investimentos da Petrobras em Minas Gerais, o presidente chamou a guerra do Iraque de “mentira” e disse que as alegações sobre armas nucleares de Saddam Hussein foram fabricadas.
- Lula também criticou os EUA e a União Europeia por não terem aceitado o acordo Brasil, Turquia e Irã de 2010.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a atuação dos EUA na guerra do Irã e pediu a criação de um estoque regulador de petróleo para reduzir a pressão sobre os combustíveis em cenários de conflito. Ele também condenou aumentos de preço praticados pelo setor privado, mesmo com a menor tributação.
Segundo Lula, houve reajustes sem critério, apesar de o governo ter retirado 32% de impostos sobre os produtos. Disse que haverá fiscalização ampla, com Polícia Federal, Senacom, Procon e Receita Federal, para acompanhar cobranças.
Durante a cerimônia de anúncio sobre a retomada de investimentos da Petrobras em Minas Gerais, o presidente sinalizou medidas para evitar distorções de preço e ressaltou ações de fiscalização.
Contexto internacional
O petista afirmou ainda que a guerra no Iraque foi uma mentira e contestou as alegações de armas nucleares de Saddam Hussein, destacando questionamentos sobre a evidência apresentada à época.
Lula criticou também a condução de negociações com o Irã por parte de EUA e União Europeia, sugerindo falhas na adesão ao acordo assinado entre Brasil, Turquia e Teerã em 2010, sem detalhar novas tratativas.
A fala reforçou posicionamentos do governo brasileiro sobre autonomia estratégica de combustível e a necessidade de mecanismos regulatórios para evitar impactos diretos na população.
Entre na conversa da comunidade