- Marinha francesa interceptou e abordou o navio-tanque Deyna no Mediterrâneo ocidental, em cooperação com aliados, incluindo o Reino Unido.
- O navio, que flyava bandeira de Moçambique, apontado como vindo de Murmansk, é suspeito de operar sob bandeira falsa.
- Documentos a bordo levantaram dúvidas sobre a validade da bandeira; o navio foi desviado para um ponto de ancoragem para novos cheques e o caso foi encaminhado a um procurador em Marselha.
- O presidente Emmanuel Macron chamou o Deyna de parte da “shadow fleet” que contorna sanções e financia a guerra da Rússia.
- França e parceiros continuam a monitorar e endurecer ações contra frotas que ajudam a driblar sanções internacionais.
A Marinha francesa interceptou e abordou nesta sexta-feira um cargueiro no Mar Mediterrâneo, sob suspeita de integrar a frota sombra sancionada pela Rússia e de transportar petróleo em violação às sanções internacionais. A operação ocorreu no litoral oeste do Mediterrâneo, em cooperação com aliados, incluindo o Reino Unido, que monitorou a embarcação.
O navio envolvido foi identificado como o petroquímico Deyna, que segundo autoridades marítimas francesas navegava com a bandeira de Moçambique, vindo do porto russo de Murmansk. Documentos a bordo levantaram dúvidas sobre a validade da bandeira.
A embarcação foi desviada e escoltada pela marinha francesa até um ponto de ancoragem para a verificação de natureza e origem. O caso foi encaminhado ao Ministério Público do porto de Marseille para as providências legais cabíveis.
Dados da operação
Segundo as autoridades, a operação visou confirmar a nacionalidade da carga e do navio, que viu-se envolvido em investigações sobre uso indevido de bandeiras.
Contexto internacional
Macron afirmou, em rede social, que a Deyna integra a chamada frota sombra associada a sanções. A declaração ressaltou que tais empresas tentam contornar as regras para financiar ações de Moscou, segundo o governo francês.
Histórico recente
França e outros países vêm intensificando ações para coibir navegação sob bandeiras questionáveis. Em janeiro, uma outra vela mercante interceptada no Mediterrâneo foi libertada após pagamento de multa de alto valor.
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