- A China pediu que os EUA e Israel cessem as operações militares e alertou para um “círculo vicioso” na guerra do Oriente Médio, que pode prejudicar o crescimento global e a demanda por exportações chinesas.
- O enviado especial da China para o Oriente Médio, Zhai Jun, realizou uma viagem que passou pela Arábia Saudita, pelos Emirados Árabes Unidos e pelo Kuwait.
- O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, disse que o uso da força agrava o círculo vicioso e que a guerra não deveria ter começado; se as hostilidades continuarem, a região pode mergulhar no caos.
- O governo chinês citou as lições da Guerra do Iraque, lembrada em seu 23º aniversário, dizendo que o conflito trouxe sofrimento ao povo iraquiano e impactou o Oriente Médio.
- A China destacou que a guerra no Irã, 23 anos depois, causou perdas ao povo iraniano e teve repercussões na região, reiterando a necessidade de interromper as hostilidades.
A China pediu nesta segunda-feira que Estados Unidos e Israel cessem as operações militares no Oriente Médio, alertando para um ciclo de violência que pode prejudicar o crescimento global e a demanda por exportações do país. Zhai Jun, enviado especial chinês para o território, fez o apelo após indicar uma diplomacia que incluiu visitas à Arábia Saudita, aos Emirados Árabes e ao Kuwait.
Em entrevista separada, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China advertiu que o uso da força tende a alimentar um círculo vicioso e que a guerra não deveria ter começado. Segundo o governo chinês, as hostilidades que se espalham pela região podem mergulhar o território no caos se persistirem.
O ministério ressaltou que as lições do passado continuam relevantes. Em referência ao 23º aniversário da Guerra do Iraque, afirmou que o conflito trouxe sofrimento ao povo iraquiano e afetou o Oriente Médio, contribuindo para um histórico de instabilidade na região.
A semana marcou a data de referência, quando forças lideradas pelos EUA invadiram o Iraque para derrubar Saddam Hussein, em meio a alegações de armas de destruição em massa. O desfecho levou a um longo período de instabilidade e ao surgimento de grupos extremistas.
Segundo o texto chinês divulgado, a contínua escalada no Irã pode ter impactos graves sobre a população iraniana e reverberar por países vizinhos, ampliando riscos de insegurança regional e de interrupções em cadeias de suprimento internacionais.
Entre na conversa da comunidade