- Cuba se prepara para a possibilidade de um ataque dos Estados Unidos, mas o cenário é considerado improvável, segundo o vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossío.
- Em entrevista ao programa Meet the Press, ele disse que as Forças Armadas cubanas permanecem em prontidão diante do contexto internacional.
- As sanções americanas foram ampliadas, incluindo um bloqueio de fato ao fornecimento de combustível, agravando a crise energética na ilha.
- O governo cubano afirma que não discute mudanças no regime político e que a natureza do governo não faz parte das negociações; está aberto a negócios, sem flexibilizar condições políticas.
- O presidente Donald Trump tem intensificado a retórica contra Cuba, elevando as tensões diplomáticas.
Cuba amplia o estado de prontidão militar diante de possibilidades de intervenção dos Estados Unidos, conforme afirmado por autoridades do governo cubano. A comunicação pública ocorreu após o aumento da pressão de Washington sobre a ilha. O tom foi de cautela diante de um cenário internacional competitivo.
O vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossío, informou que as Forças Armadas cubanas mantêm a pronta resposta diante de eventuais agressões. A declaração foi feita em entrevista veiculada no programa Meet the Press, da NBC, no domingo passado.
Segundo o diplomata, Cuba espera evitar um conflito, mas não detalhou medidas específicas adotadas pela defesa. Ele ressaltou que as forças armadas permanecem em constante preparação.
Contexto diplomático e econômico
A entrevista ocorreu em meio a sanções reforçadas pelos EUA, incluindo restrições ao fornecimento de combustível, que agravam a crise energética e a instabilidade econômica na ilha. As dificuldades têm sido agravadas por apagões recorrentes.
Apesar de indicar disposição para negociações com Washington, o governo cubano deixou claro que não discute mudanças no regime político. Fernández de Cossío afirmou que a natureza e a composição do governo não fazem parte das negociações.
Cuba também afirmou estar aberta a negócios, desde que não haja condições vinculadas a mudanças políticas ou à libertação de presos. O governo cubano mantém posição firme quanto à autonomia de suas decisões internas.
As falas ocorrem em um momento de intensificação da retórica por parte de Donald Trump, que tem elevado o tom contra Cuba. As recentes declarações contribuíram para o aumento de tensões diplomáticas.
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