- A Cheng-Lan Foundation abriu suas portas em Hong Kong durante a semana de arte, com foco em artistas de comunidades historicamente marginalizadas.
- Fundada em 2024 por Brian Yue, a instituição apoia artistas, curadores e escritores de origens africana, asiática, indígena e latino-americana.
- A iniciativa busca ampliar o cenário da arte contemporânea ocidental-centrista, conectando prática local e internacional.
- A exposição inaugural, A Country, A Body, é solo do artista Cian Dayrit (Manila) em Hong Kong, com presença na Cheng-Lan Corner até 29 de março.
- O projeto inclui um programa de residência piloto com a Delfina Foundation, em Londres, e a Para Site, em Hong Kong, além de aquisição para uma coleção permanente e empréstimos entre museus.
A Cheng-Lan Foundation abriu suas portas em Hong Kong nesta semana, em meio à semana de grandes eventos da arte local. A iniciativa surge para apoiar artistas da chamada “global majority” por meio de exposições, residências e comissões. Criada em 2024, tem Brian Yue como fundador.
A fundação nasceu a partir de um programa de bolsas criado na Central Saint Martins, em Londres, e evoluiu para uma plataforma dedicada a profissionais culturais de comunidades historicamente sub-representadas. O foco é ampliar a atuação de artistas, curadores e escritores de origens africanas, asiáticas, indígenas e latino-americanas.
A proposta busca tornar a arte contemporânea menos centrada no Ocidente. Yue relata que o conceito de global majority dialoga com a sua experiência de viver no exterior, moldando a missão da instituição. Hong Kong é apontada como base para expandir redes e referências internacionais.
A exposição inaugural, A Country, A Body, apresenta o artista filipino-manilense Cian Dayrit, em sua primeira mostra em Hong Kong. Dayrit trabalha com bordados, colagens e uma cartografia crítica de histórias de colonialismo e resistência.
A fundação planeja uma coleção permanente por meio de aquisições e comissões, visando facilitar o acesso ao público por empréstimos institucionais e parcerias internacionais. Também está promovendo uma residência piloto entre Delfina Foundation, em Londres, e Para Site, em Hong Kong.
A residência é descrita como um aperitivo do que vem pela frente, com ideias que possam abstrarsi internacionalmente, mantendo Hong Kong como ponto de apoio para experimentar novas frentes e conjugar relações com outras geografias. O objetivo é gerar espaço adicional para artistas desenvolverem trabalhos e para curadores testarem propostas fora de estruturas institucionais tradicionais.
Exposição inaugural
- Cian Dayrit: A Country, A Body, Cheng-Lan Corner, Hong Kong, em cartaz até 29 de março
A Cheng-Lan Foundation atua como ponte entre comunidades historicamente negligenciadas e o circuito internacional, com a intenção de ampliar oportunidades e descentrar narrativas na arte contemporânea. As ações incluem exposições, residências e futuras cooperações entre instituições.
Entre na conversa da comunidade