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Hong Kong endurece lei e pode exigir senhas de aparelhos

Ampliação da Lei de Segurança Nacional em Hong Kong autoriza prisão e multa por recusa de senhas de dispositivos, com agravantes para informações falsas

Já dar uma informação falsa sobre o acesso ao aparelho pode resultar em pena de 3 anos de cadeia e multa de US$ 63.840
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  • Hong Kong autorizou a polícia a exigir as senhas de celulares e computadores de pessoas investigadas por violações à Lei de Segurança Nacional.
  • Recusar fornecer a senha pode resultar em até 1 ano de prisão e multa de US$ 12.765.
  • Fornecer informação falsa sobre o acesso ao aparelho pode levar a até 3 anos de cadeia e multa de US$ 63.840.
  • A medida é a segunda ampliação da lei, criada em 2020, considerada para fortalecer investigações e a ordem pública.
  • Alterações também elevam penas para organizações políticas estrangeiras e autorizam a apreensão de itens sediciosos na alfândega para impedir sua entrada.

Hong Kong autorizou a polícia a exigir as senhas de celulares e computadores de pessoas investigadas por violar a Lei de Segurança Nacional. Trata-se da segunda ampliação da norma, implementada em 2020, reforçando o acesso a dispositivos digitais durante investigações.

Recusar a fornecer a senha pode resultar em até 1 ano de prisão e multa de US$ 12.765. Fornecer informações falsas sobre o acesso pode levar a 3 anos de cadeia e multa de US$ 63.840. O investigado precisa atender à exigência mesmo que isso o incrimine.

A mudança amplia o poder de investigação da polícia e passa a abranger dispositivos pessoais. A Lei de Segurança Nacional é alvo de controvérsia desde a sua adoção, após protestos pró-democracia em 2019 e a resposta do governo chinês.

Porta-vozes do governo de Hong Kong justificaram as medidas como forma de proteger a ordem pública em meio a uma “conjuntura geopolítica” que, segundo eles, coloca a cidade em risco. Afirmaram que os novos dispositivos aceleram investigações.

Alterações também elevaram penas para organizações políticas estrangeiras ou seus agentes que não colaborarem com as autoridades. A pena máxima subiu para 1 ano de prisão, antes de 6 meses, segundo as mudanças anunciadas.

Ações de fiscalização passaram a autorizar a apreensão de artigos sediciosos, inclusive livros e publicações, que defendam a separação de Hong Kong da China, para impedir sua entrada no território. A norma reforça o controle de materiais vindo do exterior.

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