- Míssil iraniano carregando bomba de fragmentação foi visto no céu sobre Israel, Jerusalém e a Cisjordânia na madrugada de 23 de março de 2026.
- Sirenes de ataque aéreo tocaram em toda a região de Jerusalém, além de partes do sul e do centro de Israel; equipes de resgate atendem a dois locais afetados.
- Não há confirmação se houve impactos diretos, uso de submunições ou quedas de fragmentos após interceptação.
- Oito em relação ao contexto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que, se Irã não liberar o estreito de Ormuz em 48 horas, os militares norte-americanos atacarão e destruirão usinas de energia do país. No fim de semana, o Irã disse que atacaria redes de energia e água de vizinhos do Golfo; Israel afirmou manter ataques a Teerã.
- Bombas de fragmentação são proibidas pelas Convenções de Genebra e pelo acordo de 2008 sobre Munições de Fragmentação; Israel, Estados Unidos e Irã não são signatários.
Um míssil iraniano com carga de fragmentação foi avistado no céu de Israel, Jerusalém e Cisjordânia durante a madrugada desta segunda-feira (23.mar.2026). Mensagens sobre o evento surgiram nas redes sociais e a Reuters confirmou o radar de atividade noturna. Surtos de sirenes de ataque aéreo foram ouvidos em várias áreas, sem confirmação imediata de feridos ou danos.
Equipes de resgate foram acionadas para atender a duas áreas atingidas, segundo o The Times of Israel. Até o momento, não há relatos oficiais convenientes sobre impactos diretos, submunições ou fragmentos resultantes de interceptações. Autoridades locais seguem monitorando a situação e comunicando ações de emergência.
O ataque ocorre em meio a tensões entre Irã e Israel, com abertura de hostilidades entre os dois países em contextos de ataques e retaliações. O governo iraniano havia sinalizado ações contra redes de energia de vizinhos do Golfo, enquanto Israel reiterou ataques a alvos em Teerã na retaguarda da ofensiva regional.
Contexto internacional
No fim de semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou atacar o Irã caso Teerã não liberasse o estreito de Ormuz em 48 horas, incluindo dano a usinas de energia. O Irã respondeu prometendo retaliação caso haja ataque a sua rede elétrica. Também no domingo, as Forças de Defesa de Israel declararam manter operações contra alvos no Irã.
Em março, autoridades israelenses já haviam informado que o Irã utiliza bombas de fragmentação contra civis em Israel. Essas bombas espalham explosivos por áreas extensas e podem deixar resíduos perigosos por décadas, transformando zonas atingidas em áreas perigosas.
Panorama jurídico e ético
As bombas de fragmentação são proibidas em áreas civis por convenções internacionais, como as Convenções de Genebra, e por tratados específicos assinados por mais de 120 países. Países como Israel, Estados Unidos e Irã não são signatários do tratado de 2008 sobre Munições de Fragmentação, o que alimenta debates sobre uso e responsabilização em conflitos regionais.
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